«Temos uma plataforma onde se pode encontrar de tudo dentro do estilo de vida vegan e sustentável»

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À procura de produtos vegan e sustentáveis? Este, ainda, é um nicho de mercado mas que está em crescimento rápido na Europa e no mundo. As Nações Unidas lançaram os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e a Veond está focada em 5 dos mesmos e é neste sentido que querem ser verdadeiros causadores de impacto global – quer na vida das pessoas e das comunidades, quer no futuro do planeta. 

Na Ecommerce News tivemos a oportunidade de entrevistar a Flor Oliveira, fundadora da Veond, uma plataforma que reúne num só sítio, de fácil acesso, serviços, experiências e produtos vegan e sustentáveis.  

Ecommerce News Portugal (EcN): A salvar o planeta uma refeição de cada vez. Em que consiste este projeto e como começou? 

Flor Oliveira (FO): Pode dizer-se que a Veond começou em 2018. A ideia surgiu de um conjunto de fatores que culminaram na perceção de falta de acessibilidade a experiências, produtos, ou “preços” razoáveis no mundo vegano. No início de 2018 começámos por fazer eventos de promoção ao veganismo desde retiros onde a alimentação era o foco principal, a passeios de barco com lanches plant-based, (entre outras coisas) e em pouco tempo, percebemos que queríamos fazer mais do que apenas pequenos eventos locais: queríamos fazer algo numa escala mais significativa e que alcançasse um número maior de pessoas, ajudando-as a viver e experimentar de forma interessante o veganismo (não só no que diz respeito à alimentação mas como a todo um estilo de vida mais sustentável). Sentimos que existia uma lacuna no mercado para um público crescente que procura atividades e experiências interessantes nesta área. 

Daqui surgiu a ideia de criar uma plataforma que ajudasse não só aqueles que já são vegans a descobrir atividades que sejam interessantes, éticas e sem crueldade, como a dar aos que ainda não o são (ou que apenas têm alguma curiosidade sobre o tema), a oportunidade de explorarem um mundo novo de serviços, experiências gastronómicas e produtos vegan e sustentáveis com valores equivalentes às soluções tradicionais. E com base nisso temos uma plataforma onde se pode encontrar de tudo dentro do estilo de vida não só vegan e sustentável, com produtos éticos, desde roupas, acessórios, calçado, cosméticos, e refeições ou experiências em restaurantes veggie.

EcN: Qual é o vosso modelo de negócio ?

O nosso modelo de negócio é bastante simples: o listing é completamente gratuito, seja um produto, um restaurante ou um serviço que vendemos. Cobramos 15% de comissão por todas as vendas na Veond app (quer experiências, quer produtos.) 

EcN: Como funciona para uma marca de produtos vegan ou um restaurante que queiram fazer parte da vossa plataforma ? 

É bastante simples também. Para se listarem basta preencherem o formulário “Faça parte da Veond» no nosso site, onde têm que deixar uma breve descrição, preços médios e contactos. Seguidamente necessitamos que nos enviem boas imagens e passamos à parte da aprovação/validação desse negócio. Só depois é que o restaurante ou o produto fica ativo na app e pode ser facilmente encontrado.

EcN: Quão fácil ou difícil é implementar este negócio de nicho em Portugal? 

Tem sido bastante desafiador. Apesar deste mercado estar em franca ascensão, ainda se trata realmente de um mercado limitado em Portugal. A escala do país é pequena e ainda há um longo caminho a percorrer para que os Portugueses adotem este estilo de vida mais sustentável.

EcN: Em Portugal,com o salário mínimo e com o modo de vida e o sistema que temos formado é possível fazer uma vida vegan?  

Esta resposta tem duas vertentes, se falarmos na questão da alimentação, sim conseguimos e ainda mais em conta. Por exemplo, uma alimentação mais saudável à base de plantas ou ingredientes naturais como  leguminosas, cereais, hortícolas e fruta é possível. Deixamos de comprar alimentos como a carne e peixe que são mais caros. Se falarmos em alimentos mais processados, típicos do processo de transição para o veganismo (em substituição dos ovos ou da carne) esse tipo de produtos ainda são mais caros.

Se forem produtos para o teu estilo de vida, orgânicos, biológicos ou certificados – como shampoo, detergentes, cosméticos, se forem feitos em casa os preços são acessíveis, se não mais uma vez são produtos bem mais caros. 

EcN: O mundo está cada vez mais global e um negócio muitas vezes já é criado com vista à internacionalização. A Veond está em Português e em Inglês. São o único público que querem atingir ou pensam chegar a outros países como França, Alemanha,Espanha?

A plataforma foi feita para conseguir chegar a qualquer um dos países, foi criada de raiz já a pensar em como chegar a outros mercados.

Temos a app em Português e Inglês, está disponível, em Portugal, no Reino Unido e Brasil (apesar de ainda não estarmos muito ativos nestes últimos dois países)Estamos gradualmente a abrir para outros países. O nosso objetivo é chegarmos a Espanha, Alemanha, etc. e a um conjunto de outros países  onde consigamos servir experiências  

A nível dos produtos com que  trabalhamos, a maioria das marcas parceiras fazem envio para todo o mundo, por isso não faz sentido limitarmo-nos só a Portugal e Reino Unido quando esse envio é possível para qualquer lado.

EcN: Normalmente os preços são um problema no que diz respeito aos produtos vegan e sustentáveis. Algum comentário em relação a isto? 

Sim, os preços são sem dúvida uma barreira de adoção a este estilo de vida. Num relatório recente da European Consumer Organisation, uma das maiores dificuldades para a adoção deste estilo de vida são sem dúvida os preços elevados. Se queres comprar um shampoo ou um creme com certificado Vegan, Orgânico e/ou Cruelty-free vai ser sempre o dobro do preço do shampoo tradicional. O mesmo se aplica a produtos alimentares (como queijos, hambúrgueres, salsichas, etc.), a acessórios de moda (um cinto de Apple skin ou Pinatex vai ser mais caro que um cinto de couro), entre muitos outros. Normalmente, todos estes tipos de produtos vegan e sustentáveis são sempre bastante mais caros que as tradicionais soluções que se encontram nos supermercados. Uma solução para combater este problema é haver mais competitividade no mercado, ou seja, mais produtos para que os preços possam baixar.

EcN: Os restaurantes ou as marcas que fazem parceria convosco têm controlo/acesso ao conteúdo partilhado na vossa plataforma? 

Por enquanto ainda não porque nós fazemos curadoria do que queremos mostrar e listar na Veond – por uma questão de controle de qualidade.  

EcN: Qual o efeito/impacto da pandemia no vosso negócio?

A pandemia trouxe-nos muitas surpresas. Se por um lado os restaurantes, com as suas habituais experiências e “deals” estiveram fechados, tivemos que procurar alternativas em versão takeaway para disponibilizar as mesmas experiências a que as pessoas estavam habituadas a ter presencialmente. Reparamos que a nossa categoria takeaway foi uma das mais visitadas no site e app e também das mais vendidas. Se não podíamos vender experiências presenciais, adaptamo-nos à nova realidade, e passámos a disponibilizar essas mesmas experiências mas para consumo em casa. Temos também tentado encontrar soluções para implementar o nosso próprio sistema de delivery, mas ainda não encontramos uma forma 100% ecológica de o fazer. 

Também, outra coisa interessante, foi ver que as pessoas procuram cada vez mais a Veond para a compra de soluções para “ficar em casa”: a venda de produtos alimentares e outros aumentou consideravelmente, bem como a procura por workshops online também parece ter sido um sucesso da pandemia. Se inicialmente todo o fecho de negócios nos assustou, em dois meses já tínhamos conseguido fazer um pivot e adaptarmo-nos à nova realidade.

EcN: Como funcionam os pagamentos na vossa plataforma. São também intermediários ou o pagamento é feito diretamente ao fornecedor? 

O utilizador paga através da Veond e nós pagamos aos fornecedores que recebem entre cinco a dez dias. Em relação ao pagamento, difere de país para país, e nós queremo-nos adaptar ao que é utilizado localmente. A melhor solução atualmente é o PayPal, apesar de não ser muito usado em Portugal. Ainda não conseguimos implementar o MBWay mas é um a curto médio prazo. 

EcN: Site/App. Proporcionam o mesmo serviço ou existe uma diferença?

A App é a nossa “mother board” – na App temos tudo! Temos os restaurantes em mapa, temos as experiências, os vouchers para cabeleireiros, as promoções, a loja, o blog, etc…. No site temos tudo isso mas não disponibilizamos o mapeamento dos restaurantes, porque faz muito mais sentido tê-los convenientemente no bolso.

EcN: Quais os números de tráfego e vendas no site e na app?

Neste momento o site é o canal com mais tráfego. Em comparação com o equivalente trimestre de 2020, entre janeiro a março deste ano tivemos um aumento de 36% de utilizadores e um aumento de mais de 100% de page views comparado com o ano anterior, chegando perto de 23,000 páginas vistas no nosso site.  Em relação ao tráfego de maio, junho, julho e setembro os números começaram a aumentar, devido a uma das reaberturas e foram dos nossos melhores meses, a nível de tráfegos ou mesmo de vendas. 

EcN: Quais os planos para o futuro? Expansão para o mercado internacional?

Continuar a fazer melhorias na aplicação, disponibilizar a versão android e entrar noutros países seguramente. Temos uma estratégia bem definida para o futuro. Tal como mencionei no início, a escala do país não nos permite crescer tanto quanto gostaríamos e o nosso objetivo é expandir a nível europeu, Espanha, Alemanha, Reino Unido e ou posteriormente o Brasil. Para teres uma noção, em Portugal existem aproximadamente 120 mil vegetarianos, mas na Alemanha estamos a falar dum universo crescente de 8 milhões de pessoas. Por isso o nosso objetivo é ir para outras capitais europeias rapidamente e aproveitar a atenção que a pandemia trouxe para com as questões relacionadas com o clima e planeta. A app foi criada de forma a podermos escalar muito fácil e rapidamente e é esse o nosso objetivo.

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