O estudo «Urban Logistics facing economic and environmental challenges» realizado pela empresa de consultoria Roland Berger para a FM Logistic prevê que o mercado da logística urbana crescerá em média 8% por ano até 2030. Actualmente, o transporte de mercadorias representa já cerca de 20% do tráfego urbano e 30% das emissões de CO2 nas cidades e está a causar problemas de sustentabilidade, agravados pela natureza fragmentada do mercado logístico e pela elevada proporção de entregas falhadas, que atinge os 30%.

Roland Berger salienta que só uma maior cooperação entre empresas logísticas privadas, empresas de TI e autoridades públicas permitirá optimizar o fluxo de mercadorias para e dentro das cidades, ao mesmo tempo que responde às necessidades dos clientes.

«Estão a surgir soluções técnicas e organizacionais inovadoras em cada etapa da cadeia, desde o transporte e armazenamento até à gestão de devoluções. Estão a remodelar o processo de entrega de proximidade utilizado pelas empresas de logística, os seus clientes e consumidores, e a melhorar a proposta de valor de custo, a qualidade do serviço e o impacto ambiental«, diz Gabriel Schillaci, Director de Transportes, Logística e Mobilidade da Roland Berger Paris.

Soluções para novos problemas logísticos

Se a cooperação é a chave, segundo Roland Berger, em França encontraram o caminho certo. O projecto «PLUME» foi lançado na região da Ile-de-France para a criação de centros logísticos temporários em edifícios urbanos vazios.

Outras soluções oferecidas no estudo para tornar a logística urbana mais sustentável são:

  • Estabelecer normas comuns e harmonizadas na cadeia, por exemplo no que diz respeito às dimensões das embalagens, para facilitar as operações de transbordo.
  • Partilha de recursos de armazenamento e transporte entre empresas.
  • Aproveitar ao máximo as infra-estruturas urbanas existentes: utilização de faixas de autocarros para transportar mercadorias durante a noite, combinação de transportes rodoviários, ferroviários e por via aquática, etc.

A tecnologia também pode ajudar

Além disso, o estudo também identifica três investimentos prioritários em novas tecnologias:

  • A recolha e intercâmbio de dados sobre espaços urbanos para um melhor planeamento de rotas e rastreio de envios.
  • Automatização de armazéns para aumentar a velocidade e precisão.
  • Meios de transporte eco-eficientes (veículos eléctricos, a gás ou a hidrogénio) que forneçam valor operacional e minimizem o impacto ambiental.

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