A pandemia do COVID-19 veio revolucionar a forma como o mundo vive e se relaciona entre si. Confinados em casa e privados de socializar, a rotina mudou rapidamente e apenas podemos sair de casa para comprar bens essenciais, ir ao médico e/ou ir trabalhar entre outras (poucas) exceções. A emergência sanitária que nos apanhou a todos de surpresa mudou os nossos hábitos rapidamente e por um período indeterminado.

De repente, Portugal (e o mundo) percebeu que o seu desenvolvimento tecnológico está aquém daquilo que era expectável em pleno séc. XXI, que as empresas não têm recursos disponíveis para os trabalhadores desempenharem as suas funções a partir de casa ou, simplesmente, não têm uma alternativa digital que lhes permita continuar a sua atividade em pleno estado de emergência. É certo que algumas atividades não têm como ser executadas através dos meios digitais, mas muitas delas podem estar presentes na web mesmo que de forma institucional e nunca sentiram necessidade disso.

É neste contexto que rapidamente todas as empresas perceberam a importância do e-Commerce, do digital e da presença online. Os próprios consumidores perceberam as vantagens e aderiram a procurar alternativas online para “sobreviver” a este novo estilo de vida imposto pelo COVID-19. É caso para dizer que a necessidade aguça o engenho.

As pesquisas por “Compras Online”, “Loja Online” ou “Digital” dispararam nos motores de busca, assim como o volume de compras online em Portugal. De um dia para o outro assistimos a uma verdadeira transformação digital, onde os portugueses não só aderiram em massa às compras online, como também aos pagamentos digitais e às entregas ao domicílio.

O futuro do e-Commerce em Portugal após a Pandemia COVID-19

A pandemia do COVID-19 veio revolucionar a forma como o mundo vive e se relaciona entre si. Confinados em casa e privados de socializar, a rotina mudou rapidamente e apenas podemos sair de casa para comprar bens essenciais, ir ao médico e/ou ir trabalhar entre outras (poucas) exceções. A emergência sanitária que nos apanhou a todos de surpresa mudou os nossos hábitos rapidamente e por um período indeterminado.

De repente, Portugal (e o mundo) percebeu que o seu desenvolvimento tecnológico está aquém daquilo que era expectável em pleno séc. XXI, que as empresas não têm recursos disponíveis para os trabalhadores desempenharem as suas funções a partir de casa ou, simplesmente, não têm uma alternativa digital que lhes permita continuar a sua atividade em pleno estado de emergência. É certo que algumas atividades não têm como ser executadas através dos meios digitais, mas muitas delas podem estar presentes na web mesmo que de forma institucional e nunca sentiram necessidade disso.

É neste contexto que rapidamente todas as empresas perceberam a importância do e-Commerce, do digital e da presença online. Os próprios consumidores perceberam as vantagens e aderiram a procurar alternativas online para “sobreviver” a este novo estilo de vida imposto pelo COVID-19. É caso para dizer que a necessidade aguça o engenho.

As pesquisas por “Compras Online”, “Loja Online” ou “Digital” dispararam nos motores de busca, assim como o volume de compras online em Portugal. De um dia para o outro assistimos a uma verdadeira transformação digital, onde os portugueses não só aderiram em massa às compras online, como também aos pagamentos digitais e às entregas ao domicílio.

Dados Google Trends: Pesquisas por «Compras online» em Portugal

Quando o estado de emergência foi decretado assistimos a uma verdadeira corrida aos hipermercados online, sendo que as únicas marcas em Portugal com Loja Online são o Continente Online, a Auchan e, também, o Intermarché. O Pingo Doce está presente através do Mercadão. Todos os restantes players não têm um website de e-Commerce e, por isso, não fazem ainda venda online. A pouca oferta online deste tipo de produtos fez com que a procura ficasse toda concentrada nestas empresas. A título de exemplo, a Loja Online do Continente apresentava datas de entrega ou de recolha em loja para um mês depois do dia da compra. A Auchan optou por implementar um sistema de lista de espera virtual para garantir que o site aguentava o volume de tráfego. Houve reporte de várias situações de quebras nos sites, atrasos nas entregas e ruturas de stock. Até as marcas que já têm o seu e-Commerce e presença digital bem definida não estavam preparadas para este boom. As outras marcas na área do retalho alimentar apenas vendem nas Lojas Físicas com as restrições que todos sabemos.

Para fazer face a esta dificuldade começaram a surgir alternativas um tanto ao quanto arcaicas. Os pequenos negócios como as mercearias, as frutarias passaram a aceitar encomendas através das redes sociais, do telefone ou até por email. Até passaram, inclusivamente, a fazer entregas em casa. Começaram a surgir páginas de Facebook / Instagram de produtores locais que querem escoar produto e vendem os mesmos através destas redes sociais. É um e-Commerce arcaico é certo, mas foi a solução mais rápida para a vida continuar. E não foi só na indústria alimentar. Estão várias áreas a adaptar-se o melhor que podem e a vender os seus produtos e/ou serviços de forma virtual.

Temos pela frente meses muito difíceis e possivelmente o nosso quotidiano nunca mais vai ser o mesmo após a pandemia do Covid-19. Ainda nem sequer sabemos quando vai acabar este “pesadelo” ao certo. Além disso, também a grave crise económica que aí vem vai penalizar-nos muito a todos. Mas justamente por isso é que acredito que o e-Commerce vai ser a área que mais vai crescer e ser uma das responsáveis não só pela transformação digital, como também por ser um dos motores para a recuperação da economia portuguesa. E isso já se começa a notar com várias empresas a apostar em Lojas Online para poderem continuar a vender os seus produtos.

Ainda temos um longo caminho a percorrer para podermos chegar ao nível de outros mercados mais evoluídos nesta área de e-Commerce, mas as bases estão lançadas para acelerarmos de forma consolidada a evolução digital em Portugal. É necessário mais investimento em tecnologia, mais formação nesta área de e-Commerce e mais conhecimento em marketing digital. É preciso também dar mais atenção a outras áreas extremamente importantes como a logística, gestão de stocks, distribuição dos produtos e até ao serviço pós-venda. É preciso, no fundo, dar prioridade ao desenvolvimento do negócio online.

Mas agora o e-Commerce é uma certeza para todos – tanto para as empresas, como para os consumidores. E quem não perceber isso mesmo nesta fase corre o risco de não conseguir resistir aos efeitos do Covid-19. Neste momento, a única fonte de rendimento de muitas empresas são as vendas online e quem não está presente simplesmente não está a vender. E não estou só a referir-me a empresas pequenas, grandes multinacionais estão exatamente na mesma situação. Ainda assim, é nestas alturas de crise que ocorrem as maiores transformações e só sobrevive quem está preparado para se adaptar à nova realidade e perceber as vantagens de estar presente online. Já não se trata de uma questão de evolução, mas sim de sobrevivência.

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