No passado dia 28, assistimos no auditório IPAM em Lisboa à apresentação de um dos estudos feitos pela SocialPubli, Estudo de Influenciadores 2019. A SocialPubli, plataforma dedicada à publicidade no Twitter, Instagram e Facebook através de influenciadores, tem organizado a apresentação de diversos estudos que realizam, sendo este o último do ano corrente.

O Estudo, que contou com mais de 2500 participantes, teve como objetivo perceber o marketing de influência do ponto de vista dos influenciadores. A sessão que decorreu na tarde de quinta-feira contou também com profissionais de agências que se encontram como ‘intermediários’ nas relações das marcas com os influenciadores. Estas colaborações, se planeadas e organizadas tendo em conta os objetivos da marca, podem trazer awarness e successo para ambas as partes mas por vezes as marcas criam barreiras ao próprio sucesso ao querem o ‘influencer com mais likes’ sem se preocupar com a afinidade ou relevância que têm para o seu produto ou negócio. Para Ana Marques, membro executivo da equipa da Milenar, o problema começa com a definição de influenciador, ainda “há confusão entre influenciador, celebridade e criador de conteúdo”, cada um tem o seu papel e vai obter diferentes resultados. Outras barreiras surgem quando as marcas começam uma colaboração sem “saberem o querem. Antes de escolherem um influenciador ou de seguir esse caminho é importante definirem o que querem atingir e qual é o seu target. A seleção dos influenciadores não está relacionada com likes. O influenciador tem voz ativa e nem todos o são. O próprio influenciador é uma marca e tem que respeitar isso” continua Ana Marques.


Do ponto de vista do influencer uma maioria significativa, 60,5%, diz não sentir que o seu trabalho é suficientemente reconhecido e valorado, valor que poderá ser a causa de apenas 44,3% ambicionar dedicar-se a tempo inteiro a este trabalho.

O Marketing de Influência tem crescido a par com a evolução das redes sociais e do seu alcance. O Instagram é a Rede Social elegida e as Instagram Stories o formato preferido dos influenciadores. Segue-se o Twitter (9,5%), Facebook (8,5%) e Youtube (3,9%). Uma maior afluência a estas plataformas significa a possibilidade de negócio, não só para as marcas e influenciadores para as próprias redes sociais, «do ponto de vista tecnológico, estas redes sociais, querem ganhar dinheiro e têm vantagem em prejudicar o posicionamento orgânico” afirma Pedro Lopes, CEO and co-founder da Sway.

No momento de trabalhar com uma marca o que a maioria dos questionados diz ter em conta é se a marca tem valores alinhados com os seus e com os da sua audiência. Segundo Miguel Tapada, Chief Spotter and Co-owner na On Spot Marketing, muitas marcas “estão à procura de likes, não tentam afinidade com a pessoa”, o que é importante para a transmitir autenticidade ao utilizador e ganhar a sua confiança. Não obstante, de acordo com o estudo realizado, cerca de 67% dos influenciadores prefere que se meça o êxito de uma colaboração em visitas e alcance. “Alcance, afinidade, autenticidade e conversão” são os objetivos das marcas quando procuram o marketing de influência. Ao final do dia, chegar a mais pessoas e criar engagement para rentabilizar o seu negócio é um dos vetores mais importantes para qualquer empresa.

Quando o marketing de influência entra na política?

O painel debateu brevemente a entrada do marketing de influência no campo da política. O tema ainda é recente, pouco trabalhado no nosso país e com necessidade de legislação. Os oradores concordaram que os influenciadores podem e devem ter um papel importante na política, no ambiente e nas grandes causas, incluindo no ato de votar, mas não no voto em si. Do lado dos políticos ainda não estão suficientemente conhecedores e confiantes deste mercado para saber o potencial do mesmo e antes que se avance para esse território terá que existir regulamentação.

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