Facebook, Instagram, Google Ads, Analytics, KPIs, SEO, SEM, Remarketing. São tantos nomes e siglas no marketing digital que isso assusta a muitos empresários e eu percebo. O erro pode ser nosso, marketers, que no desejo de demonstrarmos conhecimento do “novo” mundo digital, não somos claros e, consequentemente, confundimos mais do que ajudamos.

O que eu proponho neste artigo é tentarmos voltar ao fundamental, e talvez devêssemos começar com o algo que, para boa parte dos marketers do mundo digital, parece ultrapassado: os 4Ps do Marketing (Product, Price, Place, Promotion), cunhado por Jerome McCarthy, em seu Livro Basic Marketing, em 1960, posteriormente utilizado e difundido por alguém já bem mais famoso, Philip Kotler.

Será que tanta coisa mudou de 1960 até hoje na relação entre empresa e consumidor? Vamos pensar um pouco.

Existir Produto (ou serviço) é essencial em uma relação comercial. Da mesma forma um preço estabelecido, um local para vender o seu produto (ou oferecer um serviço), e promoção. O último ‘P’, o de Promoção, talvez não seja claro em como se adapta ao mundo digital. O imenso acesso à informação permitida pelo desenvolvimento da Internet mudou a nossa perceção de como encaramos os 4 Ps no século XXI, mas eles continuam vivos e importantes.

Em sua essência, a internet nos trouxe INFORMAÇÃO, muita informação, e na velocidade do clique de um botão (ou dedos se preferir). Antes de ir até uma loja comprar um produto (contratar um serviço), o consumidor já se muniu de uma série de informações, leu comparativos, pediu indicação de um amigo(a), leu reviews, perguntou em grupos de Facebook, WhatsApp, ou até mesmo em Fóruns da internet, e ele chega na loja sabendo o bastante sobre o produto (1º P), os preços praticados pelo mercado (2º. e 4º. Ps), e onde comprar da forma mais cômoda possível (3º. P), que inclusive pode ser online, em uma loja virtual. E como “encarar” esse novo consumidor super informado?

Tenha algo muito claro em sua mente: ninguém compra um produto para resolver o seu problema (vender), ele compra para resolver o problema dele, seja ele necessidade básica (uma lâmpada substituir uma que se partiu), física (comida) ou emocional (uma nova TV de Led de 55 polegadas para assistir ao futebol com os amigos).

Agora vamos analisar o caso de uma pessoa que deseja comprar um novo colchão que seja adequado ao seu peso somado ao da sua esposa, que enfrente problemas de dores na coluna decorrentes de uma hérnia de disco. Qual seria a jornada de compra dele, ou seja, que caminho ele faria da perceção da necessidade de um novo colchão adequado às suas necessidades até a efetivação da compra? Vejamos uma possibilidade:

Google. 1ª etapa

A busca pelo 1º P: “colchão para quem tem problemas de hérnia de disco”. Depois de entrar em alguns links, ver vídeos, ler um pouco a respeito e analisar preços em diversas lojas online, agora ele percebe melhor qual ou quais os tipos de colhões mais adequados para si e sua esposa.

Facebook/WhatsApp/Fóruns

Continuidade da busca pelo primeiro P:  ele agora decide tentar conversar com pessoas que passam ou passaram pela mesma necessidade, e após conversar com algumas pessoas, descobre que o modelo “Confort 187”, da marca “Sono Perfeito”, é o mais adequado.

Google: 2ª etapa

A busca pelos 2º, 3º e 4º. Ps : “Comprar colchão Confort 187 Sono Perfeito” ou: “Preço colchão Confort 187 Sono Perfeito”.

Após aceder ao site de algumas lojas online, e eventualmente ligar para lojas próximas a sua morada ou do seu trabalho, o nosso cliente fictício já se encontra em um outro estágio da sua jornada de compra. Ele sabe qual produto deseja comprar, quais suas características, benefícios, e como ele pode ajudar a si e a sua esposa a dormirem melhor, e agora deseja saber qual preço (2º P), onde pode comprar (3º P), e se existe alguma promoção (4º P) que esteja acontecendo que possa aproveitar.

Estamos falando  de uma fictícia jornada de compra nos dias de hoje, mas perceba que os mesmos 4 Ps estão lá, o que mudou essencialmente foi como esse consumidor se aproveitou da Internet para coletar informações importantes que o ajudem na decisão da compra.

Acredito que até aqui deu para perceber que o seu possível consumidor utilizou-se dos meios digitais para buscar informações relevantes para si em busca de tomar a melhor decisão de compra.

E como um pequeno ou micro empresário pode participar dessa jornada de compra, utilizando-se do seu conhecimento prévio dos mesmos 4 Ps, dentro desse “novo” mundo do Marketing Digital?

O seu 3º P não pode ser só mais uma morada, ele tem que existir como um site na internet (ou uma loja online), e presença nas redes sociais que fazem sentido para o seu negócio. E não adianta só utilizar esses canais digitais para informar que você vende o produto (1º P) que o cliente precisa, eventualmente divulgar o preço (2º P) ou ofertar uma promoção (4º P), é preciso informar verdadeiramente, pois lembre-se, o seu possível consumidor busca a solução para um problema dele, e isso não é mais suficiente para convencê-lo.

Ok, a pergunta feita acima ainda não foi respondida, vamos tentar ir além.

A resposta é simples: informação útil e de qualidade. Você e a sua empresa tem que se tornar a maior autoridade no assunto colchões quanto for possível. Ok, mas como?

Já pensou em escrever sobre distúrbios do sonos, benefícios dos diversos tipos de colchões e como eles podem ajudar ao seu possível cliente a ter mais prazer e conforto no sono?

Já pensou como isso poderia ajudar a sua empresa a vender mais e melhor? Bom, esse será o assunto abordado mais profundamente na sequência desse artigo. Uma dica… SEO e Marketing de Conteúdo para PMEs.

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