Transações e faturação aumentam com a reabertura dos negócios

Com a primeira fase do plano de desconfinamento, reabriram cerca de 10 mil estabelecimentos, entre os quais cabeleireiros, serviços de Estado, papelarias, livrarias, tabacarias e gasolineiras, que correspondem a um aumento de 37%.

A REDUNIQ, a maior rede de aceitação de cartões nacional, divulgou no seu relatório, as principais tendências ao nível das transações durante a primeira semana do plano de desconfinamento em Portugal. De acordo com os dados, o número de transações cresceu de 3 a 9 de maio, o equivalente a 6,2 milhões, mais 11% em relação à semana anterior, que resgistou 5,6 milhões transações.

O valor médio registado em cada transação também aumentou, assegurando a retoma gradual da economia. 

Analisando a situação atual, Tiago Oom, Diretor da REDUNIQ, refere que “após uma queda abrupta do número de transações totais na ordem dos 23,8% e dos 48,5% em março e abril face ao respetivos períodos homólogos, a economia começa agora a registar uma inversão desta evolução, com uma tendência crescente tanto no número de transações como no valor de faturação, dado que desde 4 de maio (primeiro dia da fase inicial de desconfinamento em Portugal), já mais de 10 mil negócios retomaram a sua atividades e voltaram a transacionar. Desta forma, estamos a conseguir, aos poucos, recuperar a nossa faturação, estando já a níveis de 70% em comparação com o período anterior à pandemia de COVID-19”.

Os dados demonstram também que o retalho alimentar tradicional, registou um forte crescimento nas vendas após o decreto do primeiro Estado de Emergência em Portugal. “Esta evolução justifica-se em grande medida pelo facto de os consumidores terem começado a dar preferência à proximidade destas lojas e à sua própria segurança, uma vez que estes são estabelecimentos com muito menos afluência face às grandes superfícies”, explica Tiago.

O relatório, que analisa informação detalhada sobre os diferentes perfis de consumo, apresenta ainda dados referentes à evolução transacional dos negócios nos diferentes distritos do país. Segundo o documento, a tendência de crescimento dos negócios tem sido semelhante nos distritos, com destaque para os Açores, Madeira, Faro e Lisboa, que chegaram ao final do período de Estado de Emergência com níveis de faturação próximos a 50% dos valores registados no arranque do mês de março.

Para Tiago, “estes números refletem um conjunto de dinâmicas que ocorreram na economia portuguesa durante as últimas semanas, como o impacto do desaparecimento do turismo em territórios que dele dependem bastante (os 15% de cartões de origem estrangeiros que continuaram a transacionar no sistema são referentes a estrangeiros residentes). Para além disso, as quedas transacionais em Lisboa e Porto podem ainda ser explicadas pelo facto de estas serem “cidades terciárias” das quais o fluxo de trabalhadores, residentes na periferia, reduziu substancialmente com a implementação de regimes de teletrabalho e lay-off”.

Na primeira semana de desconfinamento, o contactless teve um aumento histórico de 160%, em comparação ao mês de março que registou um aumento de 113% e abril com mais 157%, face a 2019. 

Com abertura dos espaços comerciais, registou-se novamente um aumento de 37% face à semana anterior, “esta é uma tendência que se irá manter ao longo das próximas semanas, sobretudo à medida que tivermos cada vez mais estabelecimentos abertos e a transacionar, e cada vez mais pessoas familiarizadas com a facilidade de utilização do contactless, método de pagamento que se massificou no dia a dia dos portugueses com a recomendação de medidas de segurança e distanciamento social no processo de pagamento apresentadas pelas autoridades de saúde”, afirma Tiago.

Por fim, o relatório destaca que, apesar da quebra nas vendas em ponto físico, as vendas online aumentaram consideravelmente, nomeadamente 162%, face a 2019. “Esta evolução é o reflexo de dois fenómenos que se têm manifestado junto dos comerciantes e com próprios consumidores. Em primeiro lugar, os negócios reinventaram-se e passaram de negócios físicos a negócios online, havendo um crescimento de 333% do número de adesões a soluções de pagamentos online para parte dos comerciantes quando comparado o intervalo de tempo entre 13 de março e 25 de abril de 2019 e 2020; depois, porque os consumidores começaram a gastar mais em cada compra que efetuavam no online, tendo o ticket médio alcançado quase 105€ entre 13 de março e 25 de abril deste ano, enquanto que no mesmo período de 2019 esse valor estava nos 72,74€, menos 44%”, explica Tiago Oom.

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