O novo estudo do Capgemini, analisa o ritmo da adoção das tecnologias de Inteligência Artificial (IA) nas empresas ao longo dos últimos três anos e conclui que mais de metade (53%) das organizações já ultrapassaram a fase dos projetos piloto, um aumento acentuado face aos 36% que foram assinalados no estudo de 2017.

O estudo, The AI Powered Enterprise: Unlocking the potential of AI at scale, refere que a implementação com sucesso das iniciativas de IA em larga escala, produz impactos positivos e tangíveis nas receitas. Com 79% das empresas inquiridas que aumentaram o uso de IA, a obterem um aumento de 25% nas vendas de produtos e serviços tradicionais. Adicionalmente, 62% destas empresas afirmaram que o número de reclamações dos clientes diminuiu em 25%, e 71% observaram uma redução das ameaças de segurança, de pelo menos 25% após a implementação da IA em larga escala.


Perspetivas por setor

  • Saúde e Retalho lideram a adoção de tecnologias IA
  • Serviços Financeiros e Utilities estão atrasados

A Saúde (27%) e o retalho (21%) são os dois setores que mais se destacam na adoção em larga escala de tecnologias IA com sucesso, principalmente, pelas aplicações de rastreio de contactos e chatbots. Tendo-se verificado que apenas 38% das empresas do setor saúde suspenderam ou cancelaram os seus investimentos nesta área por causa da COVID-19. Já nos setores da banca (64%) e nas utilities (64%) o valor foi muito superior.

Para o sucesso na implementação de projetos de IA em grande escala, o estudo identificou os 4 grandes princípios em torno dos quais as empresas se devem focar:

  • Privilegiar os meios: Construir alicerces fortes que permitam aceder facilmente a dados fiáveis de elevada de qualidade, através das plataformas e das ferramentas de IA certas, e em conjunto com o recurso a práticas ágeis.
  • Operacionalizar: Implementar a IA através de modelos de negócio adequados, hierarquizando as iniciativas e garantindo que a sua governação é equilibrada e que inclui a ética.
  • Desenvolver Talentos: diversificar os talentos e colaborar com ecossistemas de parceiros.
  • Monitorizar e Melhorar: Monitorizar continuamente o rigor e o desempenho do modelo para disponibilizar e amplificar os resultados de negócio esperados, melhorando-os constantemente.

Para Anne-Laure Thieullent, Offer Leader AI & Analytics do Grupo Capgemini: «Ainda que seja muito relevante que as empresas estejam a considerar os dados e a IA para tornarem as suas operações mais resilientes, no contexto criado pela pandemia da COVID-19 o mais importante é ligar os objetivos táticos e estratégicos à implementação, de modo a garantir que as iniciativas de IA conseguem ganhar escala. O nosso estudo demonstra que as empresas mais bem-sucedidas são as que conseguem conjugar da melhor forma: os esforços para modernizar as suas infraestruturas de governação dos dados, utilizar os pontos fortes dos seus ecossistemas de parceiros, recorrer a abordagens ágeis tais como a DataOps- MLOps para desenvolver e implementar soluções de IA, alimentar diversas equipas, e implementar modelos de negócio equilibrados.”

O estudo feito pelo Research Institute da Capgemini inquiriu 950 empresas que têm projetos de IA em curso, em 11 países e 11 setores de atividade que reportaram um volume de negócios de pelo menos 1.000 milhões de dólares no último exercício.

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