O Brasil é um mercado muito lucrativo para os principais operadores de ecommerce, especialmente para a Amazon, que entrou neste mercado muito recentemente (início de 2019) e tem o objetivo de se tornar dominante, como no resto dos mercados onde está presente.

O Brasil, tal como o resto do continente da América do Sul, é uma tarefa pendente para o gigante norte-americano, onde são, especialmente, os pure players locais (Mercadolibre) e os grandes distribuidores que dominam o mercado digital (Falabella, Carrefour, etc.).


Contudo, o Brasil, com os seus pouco mais de 200 milhões de habitantes, é ainda muito verde quando se trata de vendas online. Com uma população tão grande, ocupa apenas o 14º lugar no mundo em volume de mercado online (em 2019, atingiu um volume de negócios de 17 mil milhões de dólares).

Logística, um dos grandes problemas

Com um volume de negócios estimado de apenas $253,4 milhões (segundo o EcommerceDB), a Amazon estaria em 11º lugar, longe do grande mercado online brasileiro, a Magazine Luiza cujas vendas no ano passado atingiram $2.037,4 milhões.

O principal problema, ou por outras palavras, a grande oportunidade no mercado online brasileiro reside na melhoria da sua logística. Imagine um país tão vasto (o 5º maior do mundo), com florestas que ocupam metade do país, infraestruturas deficientes, pouca conectividade e poucos operadores logísticos.

Amazon interessada em comprar Correios

Ainda esta semana, a intenção do governo local de privatizar os Correios, o operador postal nacional, fez manchetes no Brasil, o que «acontecerá em breve», como anunciou recentemente o Ministro das Comunicações, Fabio Faria, e estava no roteiro do Presidente Bolsonaro a partir de abril de 2019.

Um total de 5 empresas podem estar interessadas em comprar a rede Correios Brasil, entre elas a Amazon, a Magazine Luiza (precisamente a sua grande rival no ecommerce), a FedEx, a DHL e uma quinta cujo nome não foi revelado.

Os Correios do Brasil acumularam perdas de 4 mil milhões de reais (cerca de 740 milhões de dólares) depois de registarem perdas constantes durante a última década, agravadas por inúmeros capítulos de corrupção e má gestão.

A aposta da Amazon na compra dos Correios podia ser com o objetivo de lhe dar vantagem competitiva para tentar fazer concorrência à Magazine Luiza. Além disso, em 2019 a Amazon lançou no Brasil o programa Amazon Prime para entregas grátis dos seus produtos, bem como um armazém em Cajamar de 47.000 metros quadrados

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