Quinze países da Ásia-Pacífico assinaram este fim de semana o maior acordo de livre comércio do mundo.

O acordo foi o culminar do plano do governo de Pequim para alcançar uma maior integração económica com uma região que responde por quase 30% do Produto Interno Bruto (PIB) global.

O acordo, denominado de Parceria Económica Abrangente Regional (RCEP), é o maior acordo comercial do mundo em termos de PIB e foi assinado no encerramento da cimeira da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que decorreu de forma virtual, devido à pandemia.

A China deu um golpe diplomático ao atrair a RCEP. Embora a RCEP seja superficial, pelo menos em comparação com a TPP, é ampla, cobrindo muitas economias e bens, e isso é uma raridade nestes tempos mais protecionistas.

Shaun Roache, economista-chefe para Ásia-Pacífico da S&P Global Ratings

Pendente desde 2012

Este acordo foi proposto em 2012, há 8 anos. Tal proposta foi vista como a reação chinesa a uma iniciativa semelhante lançada pelos EUA durante a presidência de Barak Obama.

Após 8 anos, o acordo foi assinado e abre agora caminho para a criação de uma zona livre de comércio, abrangendo dez economias do sudeste asiático:

  1. Indonésia;
  2. Tailândia;
  3. Singapura;
  4. Malásia;
  5. Filipinas;
  6. Vietname;
  7. Birmânia;
  8. Camboja;
  9. Laos;
  10. Brunei.

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