Perfumes&Companhia: «Escolhemos um formato de entretenimento, não queríamos apenas um momento comercial»

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O Live Shopping chegou à Perfumes&Companhia. A famosa marca de perfumes e cosmética aderiu ao novo conceito que une a venda ao entretenimento. O talkshow EM BOA COMPANHIA foi lançado no final de abril e contou com a presença de Ana Garcia Martins num programa inspirado nos late night shows americanos.

Na Ecommerce News Portugal, falámos com a Head of Digital na Perfumes & Companhia, Mariana Romão, que nos falou dos Live Shows e do impacto na marca.

Ecommerce News Portugal (EcN): A Perfumes&Companhia começou a apostar no novo formato de e-retail, os Livestream Sales. Como surgiu a ideia do ‘Talkshow em boa companhia’? Foi proporcionado pela pandemia, ou era algo que já tinham em mente?

Mariana Romão (MR): O fato de estarmos impedidos de conviver, seja com a nossa família, amigos ou até o simples ato de não nos podermos deslocar até uma loja para comprar um produto que nos fizesse falta, potenciou por parte dos consumidores uma busca por alternativas que ajudassem a manter a proximidade, a busca por informação, por formação e entretenimento. Não é por acaso que a Netflix ganhou 16 milhões de novos subscritores durante a pandemia. Com as lojas fechadas e constatando este fenómeno de busca por entretenimento, resolvemos antecipar este novo formato, já bastante testado e usado no Brasil e EUA: O Live Shopping. É certo que era já um formato que estava nos nossos planos, mas a pandemia veio antecipar a oportunidade.

EcN: Já sentiram alterações na vossa taxa de conversão ou no ticket médio após utilizar este novo formato?

MR: Embora não possa revelar a taxa de conversão nem dados de ticket médio, posso confirmar que sim, sentimos não só este aumento durante o Talkshow “Em Boa Companhia” como também sentimos o efeito durante as 24h pós Live Shopping. Posso ainda adiantar que registamos um crescimento de 30% durante o horário do Talkshow e das 24 horas posteriores, quando comparado com o mesmo período do mês anterior.

EcN: O formato é apresentado por Ana Garcia Martins. Qual o impacto de utilizarem uma influencer para a divulgação e crescimento do vosso canal online? 

MR: Escolhemos um formato de entretenimento e queríamos que não se tratasse apenas de um momento comercial, por isso fez todo o sentido trazer para o projeto um influencer que tivesse a capacidade de entreter e de gerar buzz. Quando escolhemos “embaixadores” escolhemos com uma perspetiva de trabalho a longo prazo. A Ana foi a nossa primeira escolha, ficamos muito felizes quando aceitou fazer parte desta aventura. Era a pessoa certa, pelas suas características pessoais, é descontraída, divertida sem deixar de ser muito rigorosa e séria e por isso alguém em quem confiamos e que representa também os valores da Perfumes&Companhia. 

EcN: Têm alguma estimativa sobre o valor que este formato poderá gerar a nível de vendas em Portugal?

MR: Sabemos que é um formato que queremos manter, que não se tratou apenas de um projeto momentâneo devido à fase de pandemia que todos vivemos. Gostaríamos de testar outras ferramentas tecnológicas que nos permitissem ser ainda mais ágeis no formato de compra durante o Talkshow e por isso estamos a trabalhar na “Season 2” do Talkshow Perfumes&Companhia. Sobre o valor a que este formato pode chegar é também um dado que não podemos partilhar, no entanto posso afirmar que a longo prazo será um formato com um peso cada vez mais relevante nas vendas online pois permite a personalização e o esclarecimento dos consumidores que preferem comprar online, uma espécie de “Beauty Advisor Virtual” que pode funcionar em mais formatos, que não apenas de entretenimento.

EcN: O mercado português maturou o suficiente para continuar a digitalização ou veremos um retrocesso conforme a pandemia desapareça? O que sentem a nível da Perfumes&Companhia?

MR: É certo que o mercado português maturou o suficiente para continuar a digitalização, também é normal que se sinta uma desaceleração a partir do momento em que temos as lojas abertas e em que existem mais pessoas vacinadas, mas, jamais voltaremos aos valores de 2019 e a diferença, no nosso caso é muito significativa. A digitalização não é um fenómeno que se sobrepõe ao físico, mas sim que complementa o negócio físico, sabemos que quem visita as lojas, visitou o site antes e por isso cada vez mais o online terá um papel importante em todo o journey do consumidor até à compra e é nisso que estamos focados.

EcN: A Perfumes&Companhia é uma marca sólida e bem estabelecida em Portugal. A nível do mercado digital, qual é o posicionamento da marca e qual o percurso que irão seguir em 2022? Podem-nos dar algum insight sobre o que será o futuro da Perfumes&Companhia?

MR: Não podemos adiantar, mas estamos a preparar uma série de novidades e de transformações no que respeita o negócio online.

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