Uber Files: Documentos compravam que Uber usou práticas de lóbi e influência para crescer

A Uber é, incontestavelmente, um grande nome entre as empresas da atualidade no que se refere ao transporte urbano privado individual.

A app é conhecida pelos seus preços competitivos, porém, um conjunto de documentos divulgados este fim-de-semana mostram que os preços praticados não foram os únicos fatores que fizeram a Uber crescer rapidamente.

Uber Files: o que se sabe?

O caso é conhecido por Uber Files e refere-se às revelações sobre as alegadas práticas de lóbi e influência da Uber, com base numa fuga de informação composta por 124 mil documentos.

A informação foi recolhida e analisada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação e refere-se a práticas levadas a cabo entre 2013 e 2018, em 40 países – incluído Portugal.

Os documentos mostram que a empresa pressionou governos a alterar leis para conseguir manter o seu negócio. Deste modo, operou deliberadamente fora da lei, sendo que iniciou operações em países onde a lei não permitia aquele modelo de negócio, e recorreu a uma cultura de violência, através de pressão política e sensibilização da opinião pública.

O caso específico de Portugal

Um dos casos que comprovou estas práticas e confirmou estas afirmações passou-se em Portugal.

O caso foi citado pelo The Washington Post e recorda uma fase de manifestações de taxistas em Portugal, pressão da ANTRAL e agressões a vários motoristas da Uber, no ano de 2015 – ano em que a associação se queixava da concorrência desleal da empresa, que ainda atuava sem regulação.

A defesa da administração

A atual administração da empresa confirmou que a empresa usava estas estratégias para se afirmar no mercado. Jill Hazelbaker, porta-voz da Uber, admitiu que existiram “erros” e “falhas”, mas afirma que essas falhas terminaram com o fim da anterior liderança da empresa.

Quando dizemos que a Uber hoje é diferente, isso significa literalmente diferente: 90% dos empregados atuais da Uber juntaram-se à empresa depois de Dara [Khosrowshahi] se tornar CEO. Não temos e não arranjaremos desculpas para comportamentos passados, que claramente não estão de acordo com os nossos valores atuais.

Jill Hazelbaker, porta-voz da Uber

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