4 tendências para o marketing de influência em 2020

A situação que vivemos após a chegada do covid-19 alterou por completo o comportamento dos consumidores. Em consequência, as marcas devem adaptar-se e reconsiderar a forma como atuam através das campanhas publicitárias.


«O advocacy marketing (marketing de influência) é já uma parte fundamental das estratégias das marcas. Cada vez mais empresas compreendem que o objetivo do marketing não é apenas atrair os novos consumidores, mas também transformá-los em defensores da marca«, afirma Patria Ratia, co-fundadora da SamyRoad, agência especializada em marketing de influência.

Desta forma, a SamyRoad identifica quatro tendências-chave que detetou na indústria do marketing de influência e que as marcas vão desenvolver em 2020.

1.Selecção de influenciadores fora do alcance

Muitas disciplinas do marketing digital passaram de uma estratégia baseada na afinidade com o meio para soluções programáticas e de dados; em que os dados são fundamentais para o planeamento e para a tomada de decisões.

O marketing de influência vai seguir estes mesmos passos, uma vez que a avaliação dos influenciadores através de métricas básicas, como o número de seguidores e o alcance é algo obsoleta. As marcas devem saber de onde é que são esses seguidores, quantos vão poder alcançar se estiverem relacionados com eles… e não apenas identificar o alcance do influenciador (número de utilizadores que vai trazer a publicação).

Graças à natureza algorítmica das plataformas sociais, os influenciadores podem ser avaliados a partir de outros fatores, como o número de seguidores-alvo (futuros consumidores do produto), a percentagem de falsos seguidores, o rácio de envolvimento ou a taxa de crescimento, entre outros.

«Há anos que analisamos os nossos clientes através do nosso próprio algoritmo conhecido como ShineBuzz, que nos permite identificar o influenciador mais apropriado para cada campanha publicitária«, acrescenta Ratia.

2.Evolução dos formatos: da imagem ao vídeo

O vídeo é o principal formato de conteúdos para 2020. As estatísticas da indústria indicam que o formato audiovisual vai representar cerca de 80% de todo o tráfego na Internet em 2021. Quer na forma de histórias, tutoriais, passo a passo, revisões de produtos… os influenciadores estão a tornar-se, mais do que nunca, produtores e distribuidores de conteúdos.

Para além disso, para as marcas, o conteúdo gerado é uma forma rentável e eficiente de distribuir as mensagens e os vídeos para o público e, portanto, vão recorrer a influenciadores que tenham conhecimentos na produção de audiovisual.

3.Objetivos mais além do Instagram e do YouTube

As marcas vão focar a influência publicitária e de marketing nos canais emergentes como o Tik Tok ou o Peoople, embora o Instagram e o YouTube continuem a ser as redes por excelência.

O crescimento substancial das novas redes sociais vai levar as marcas a diversificar a estratégia e a expandir o conteúdo nas novas plataformas que também representam boas oportunidades para atingir um alvo difícil de convencer: os millennials e a geração Z. A criatividade por parte dos influenciadores e a personalização das campanhas vai ser fundamental para ganhar posição nas novas plataformas.

4.Impacto nas vendas

Até agora tem sido difícil demonstrar o impacto directo nas vendas do marketing de influência. De agora em diante, os novos métodos de rastreio, os vales de desconto, as taxas que variam de acordo com a conversão e outras estratégias vão ser fundamentais para marcas que, além da notoriedade, terão um novo objetivo: a conversão.

Além do alcance e engagement, o ROI do marketing de influência também será medido este ano em leads, interações, visualizações, visitas e, finalmente, em vendas.

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