70% das mulheres em tech concordam: as suas competências têm vindo a ser valorizadas

A igualdade de género é algo que abrange não só perceções, sentimentos, estereótipos e oportunidades, como vai muito além de características físicas. Nos últimos dois anos, 56% das mulheres a trabalhar na área tecnológica assistiram à evolução da igualdade de género dentro da sua organização e 70% chegam mesmo a afirmar que as suas competências e experiência foram colocadas à frente do seu género, ao longo do processo de candidatura ao primeiro emprego nesta área.

O problema dos estereótipos associados ao género é de ser considerado muito antes das mulheres começarem a trabalhar. Deve começar quando ainda estão na escola, de forma a que seja possível cativá-las e encorajá-las a enveredar pela área de IT ou outras áreas tecnológicas. O nosso trabalho na Kaspersky com crianças em escolas, nos mais variados países pelo mundo fora, ambiciona gerar este interesse logo numa fase inicial e proporcionar-lhes insights sobre o que uma carreira em tecnologia pode ser.

 Noushin Shabab, Investigadora Sénior de Segurança da GReAT da Kaspersky.

Esta evolução representa mais um passo para a inclusão num setor dominado por homens, mas, de acordo com um estudo realizado pela Kaspersky, ainda há muito a melhorar.

Embora se tenha registado uma melhoria global ao nível da perceção da representação de género, cerca de 38% das mulheres afirma que a falta de profissionais femininas na indústria tecnológica as faz recear entrar no setor.

Apesar disto, um indício positivo de que o progresso está a acontecer é o facto de 69% das mulheres se sentirem confiantes de que as suas opiniões são respeitadas desde o primeiro dia de trabalho na área tecnológica. O aumento do teletrabalho no último ano também proporcionou um efeito positivo neste âmbito, com 46% das mulheres a concordar que a igualdade de género melhora entre equipas que trabalham remotamente.

Para assegurar que as experiências positivas a nível da carreira das mulheres se estão a refletir por todo o mundo, devem ser implementadas mais medidas-chave e iniciativas que suportem a carreira das mulheres na área tecnológica, incluindo também a oferta de programas ou estágios que proporcionem acesso a oportunidades e experiência.

Nos últimos anos, tem havido cada vez mais chamadas de atenção para melhorar a representação das mulheres em tecnologia e IT. Enquanto as quotas representam uma forma relativamente rápida para dar resposta a este problema, a indústria tecnológica tem provado ser institucionalmente misógina, pelo facto de até as quotas serem insuficientes para acabar com o desequilíbrio de género ou ajudar a progressão das mulheres em funções seniores na área de IT.

 Ronda Zelezny, Co-Fundadora e Diretora da Panoply Digital, e membro da Ada’s List.

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