As dicas dos CEO brasileiros para voltar à venda a retalho

Com o aumento das compras virtuais, modernizar os e-commerces não é mais uma tendência: é uma necessidade. O crescimento já era previsto: segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrónico (Abcomm), o e-commerce está a aumentar anualmente, por volta de 20%. O que não estava previsto era a pandemia do coronavírus, forçando milhões de pessoas a ficarem em casa e mudarem diversos hábitos. Se antes muitas pessoas nem pensariam em comprar online, hoje muitas vezes não há outra opção.

O novo movimento no mundo digital está a deixar claro que correr atrás da modernização no retalho já não é uma tendência, é uma necessidade. Clic para tuitear E quem apostou na tecnologia antes já está um passo à frente dos demais.

Confira dicas de 5 CEOs, que estão no mercado brasileiro, para retomar as rédeas do seu negócio e enfrentar a crise:

Foco na experiência de compra

Enquanto nas lojas físicas os consumidores podem ver, tocar e manusear objetos, na compra online muitas vezes só conseguem visualizar algumas fotos do produto. Por isso é importante investir em tecnologias como o 3D e a realidade aumentada, que trazem uma visualização muito mais real do produto e ajudam o utilizador a ter uma experiência de compra muito mais rica e acertada. A CreativeDrive, produtora global de fotos e vídeos que atua no Brasil com soluções de tecnologia, já tinha previsto essa tendência mesmo antes da pandemia e hoje tem clientes como a Tok&Stok, Mobly e Portobello, que já levam aos clientes a possibilidade de «testar» virtualmente os seus produtos. «Além de uma experiência de compra diferenciada, nós também ajudamos os retalhistas a reduzir custos e aumentar o lucro. Converter os seus produtos em 3D e aplicá-los digitalmente traz uma infinidade de possibilidades que teriam um gasto altíssimo com fotografias tradicionais«, comenta Gustavo do Valle, CEO da CreativeDrive no Brasil.

Avaliar estar num marketplace

Investir num e-commerce pode custar muito caro, tem um alto risco e leva tempo. Com a chegada da pandemia, muitas lojas não tiveram condições para colocar os seus negócios no online e estão a perder vendas. “No curtíssimo prazo, analise a possibilidade de estar em marketplaces. Grandes retalhistas, como Americanas e Magazine Luiza – cuja faturação está totalmente no online, em virtude das suas lojas fechadas – aceleraram o lançamento de marketplaces, justamente para receber pequenos lojistas”, explica Sidnei Bunde, CEO da Supero Tecnologia, empresa especializada em fornecer soluções em TI. 

Automatizar processos

Com auxílio da tecnologia é possível reduzir gastos por meio da automação de processos. Para Rafael Zambelli, CEO e cofounder da Checklist Fácil, a padronização e a agilidade geradas pela automação favorecem a consistência do serviço ou do produto oferecido, diminuindo as chances de retrabalho e desperdícios, principalmente de tempo e de capacidade profissional. “Esses procedimentos automáticos reforçam a qualidade do produto final que chegará até ao cliente, gerando boas experiências e melhorando o posicionamento de mercado. Esta é uma forma de fidelizar os clientes atuais e atingir novos, o que diminui também os esforços para realizar novas vendas”, comenta Zambelli. O CEO lembra também que empresas que já possuem familiaridade com a tecnologia e com processos automatizados conseguem mapear quais serviços são essenciais para o momento, tendo maior sucesso nas ações para enfrentar a pandemia.

Atuar em conjunto

Atuar em redes associativas e centrais de negócios pode ser uma boa saída na hora de negociar com fornecedores na crise, é o que recomenda Jonatan da Costa, CEO da Área Central — scale up especialista em gestão de redes associativas e centrais de negócios. O CEO afirma que quando unidos, por meio dessas entidades de base associativa, os empreendedores têm mais força e podem negociar preços mais justos: “ao atuar em conjunto, os pequenos negócios são empoderados e ganham poder de negociação — em tempos de crise, é um diferencial competitivo importante. Assim, a redução de custos com produtos e fornecedores é evidente e conseguem competir de forma mais justa com os grandes players do seu setor. A tecnologia vem para agregar à gestão dessas entidades, centralizando negociações e informações”.

Investir em entregas sameday

Desde março, os números de compras online saltaram em todo o Brasil em função da quarentena. Conforme apurou a Abcomm, as compras online aumentaram 100% em fevereiro e março em relação ao mesmo período do ano passado. Com o aumento das compras virtuais, modernizar os e-commerces já não é uma tendência: é uma necessidade. Uma forma de suprir essa demanda elevada é através da contratação de entregas no mesmo dia ou de entregas ultrarrápidas (solucionadas em até duas horas). Segundo Jonathan Pirovano, CEO da Motoboy.com, startup especializada no ramo, «usar motoboys para fazer entregas imediatamente após a compra é uma forma de ser, aos olhos do cliente, uma loja virtual que atende melhor ao que ele precisa«, avalia. «Nesse formato, há mais vendas para atender demandas urgentes e também mais agilidade em levar o produto ao comprador, o que reduz insatisfações com o tempo de entrega«.

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