O serviço de correio e logística manteve a sua trajetória de crescimento lucrativo no primeiro trimestre de 2020, apesar do impacto notório da pandemia de Covid-19. A receita aumentou 0,9% para 15.5 mil milhões de euros, e o lucro operacional (EBIT) foi de 592 milhões de euros. O Grupo confirmou os números trimestrais preliminares publicados em abril.

Frank Appel, CEO do Grupo Deutsche Post DHL, destaca a missão dos 550.000 colaboradores, que “envolve transportar equipamento de proteção e medicamentos, assegurando as cadeias de abastecimento da indústria e ajudando a fornecer produtos às populações locais”, referindo que as suas equipas “são também a base do desempenho positivo do Grupo Deutsche Post DHL no primeiro trimestre, apesar dos desafios globais”.


Todas as divisões registam lucros no primeiro semestre

Desde que o coronavírus começou a propagar-se pelo mundo, muitas das atividades em diferentes regiões tiveram um melhor desempenho e em alguns casos pior do que estava planeado originalmente. Frank Appel confere “à ampla presença geográfica do Grupo e ao seu abrangente portfólio de soluções logísticas” a razão de operar com lucro mesmo num ambiente desafiante.

Enquanto as divisões da DHL sentiram os efeitos da paralisação em muitas regiões e indústrias de clientes, os negócios na China verificaram uma recuperação em março após a queda em fevereiro. Globalmente, o Grupo presenciou um forte aumento, especialmente no setor dos alimentos e saúde.

Orientação a médio prazo confirmada: EBIT deve atingir pelo menos 5.3 mil milhões de euros até 2022

No primeiro trimestre de 2020, todas as cinco divisões registaram um lucro operacional, apesar do impacto negativo da pandemia de Covid-19. Uma vez que o impacto adicional da pandemia não pode ser previsto, não é viável fazer uma orientação para o ano inteiro de 2020.Desta forma, o Grupo Deutsche Post DHL retirou a sua previsão para o ano inteiro a 7 de abril, garantindo que “serão emitidas novas orientações assim que houver uma base mais confiável para permitir uma previsão detalhada dos lucros”. Em nota de imprensa, o Grupo “confirma a sua previsão a médio prazo do EBIT do Grupo de pelo menos 5.3 mil milhões de euros em 2022”, acrescentando que “as previsões acumuladas para investimentos e fluxos de caixa de 2020 a 2022 também permanecem inalteradas, embora sujeitas a reservas relacionadas aos impactos ainda não quantificados de pandemia de Covid-19 sobre o fluxo de caixa livre durante o ano corrente”.

O fluxo de caixa operacional quase triplicou, à medida que os gastos com investimentos continuam altos, tendo aumentado para 750 milhões de euros no primeiro trimestre (2019: 252 milhões de euros).

Graças ao nosso bom balanço e situação de liquidez, conseguimos investir quase 500 milhões de euros no primeiro trimestre, apesar da Covid-19. Assim, fortalecemos a nossa rede global e preparamo-nos para um crescimento mais lucrativo no futuro«, afirma Melanie Kreis, CFO do Grupo Deutsche Post DHL.

No primeiro trimestre de 2020, o Grupo Deutsche Post DHL investiu um total de 453 milhões de euros (2019: 448 milhões de euros) em todas as divisões. Ao todo, o Grupo Deutsche Post DHL gerou lucro líquido consolidado de 301 milhões de euros (após interesses não controlados) no primeiro trimestre de 2020 (2019: 746 milhões de euros). O lucro base por ação diminuiu para 0,24 euros (2019: 0,60 euros).

DHL Express: Crescimento contínuo de receitas e lucro a um alto nível sustentado

A DHL Express conseguiu aumentar a receita e lucrar no primeiro trimestre, apesar da pandemia de Covid-19. A receita aumentou 4,5% para 4.2 mil milhões de euros. “A disponibilidade da sua própria frota de aeronaves de carga demonstrou ser um fator essencial para a divisão, permitindo-lhe disponibilizar entregas urgentes aos clientes, apesar da paralisação virtual nos voos de passageiros, resultando na perda de capacidade de carga em muitas regiões do mundo”, lê-se em nota de imprensa.

No primeiro trimestre, a divisão Express registou um lucro operacional de 393 milhões de euros (2019: 453 milhões de euros). Os ganhos foram afetados negativamente pelo uso desequilibrado da sua rede, devido à pandemia. “Assim que a situação voltar ao normal, a divisão Express poderá novamente utilizar a sua infraestrutura global exclusiva com mais eficiência”, acrescenta o comunicado do Grupo. O impacto negativo total da Covid-19 nos lucros foi de 90 milhões de euros no primeiro trimestre, sentindo-se os efeitos à medida que o vírus se propagava. Embora os negócios na China já tenham registado uma recuperação notória em março, os negócios na Europa e na América do Norte verificaram uma tendência no final do trimestre semelhante à da China em fevereiro. No entanto, a margem operacional permaneceu a um nível de 9,5% (2019: 11,4%).

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