Como lidar com a desinformação online nas nossas aplicações

Na semana passada, O Comité de Energia e Comércio da Câmara investigou plataformas de tecnologia como o Facebook, perante a desinformação online. Na atualidade, estamos numa luta constante para combater a desinformação, que cada vez mais se acentua.

Guy Rosen, no seu artigo publicado na Morning Consult, explicou que no seguimento do combate à desinformação existe vários fatores que se tornam um desafio, como por exemplo: “contas falsas, comportamentos e conteúdos enganosos”. Como responsável pela integridade dos produtos, esclareceu como eram abordadas cada das questões referidas anteriormente.

Em primeiro lugar no que diz respeito a contas falsas, Guy Rosen referiu que “Adotamos uma postura rígida contra esta atividade e bloqueamos milhões de contas falsas todos os dias, a maioria delas no momento da criação. Entre outubro e dezembro de 2020, desativamos mais de 1,3 bilião de contas. Também investigamos e eliminamos operações secretas de influência estrangeira e doméstica que dependem de contas falsas. Nos últimos três anos, removemos mais de 100 redes de comportamento inautêntico coordenado (CIB) da nossa plataforma e mantemos o público informado sobre os nossos esforços através dos nossos relatórios mensais do CIB. ”

Continuando a explicação, menciona que a melhor forma de descobrir comportamentos enganosos é ao  interromper a estrutura dos incentivos económicos por detrás, construindo assim uma equipa de sistemas para detetar e aplicar táticas de comportamento não autêntico por trás de muitos clickbait, utilizando inteligência artificial para ajudar a detetar fraudes e aplicar  políticas contra contas de spam  não autenticadas.

No que diz respeito à publicação de informações incorretas, por vezes, pode acontecer de uma forma inconsciente e sem nenhum ato de maldade. De forma a combater este desafio, declara que construíram uma rede global que conta assim com mais de 80 prestadores certificados, que verificam assim o conteúdo em mais de 60 idiomas.

Quando existe um conteúdo que entendem como sendo falso, o processo que se segue é a redução da distribuição para que menos pessoas o vejam e que seja possível ser adicionado um rótulo de aviso com mais informações para quem o vê.  Conclui dizendo que “Sabemos que, quando uma tela de aviso é colocada numa publicação, 95% das vezes as pessoas não clicam para visualizá-la. Também notificamos a pessoa que postou e reduzimos a distribuição de páginas, grupos e domínios que compartilham informações incorretas repetidamente. Para os tipos mais graves de desinformação, como falsas alegações sobre COVID-19 e vacinas e conteúdo que se destina a suprimir a votação, removeremos o conteúdo.”

Referiu que nos últimos anos houve um investimento na proteção da sua comunidade e agora conta com mais de 35.000 pessoas a trabalhar nesses desafios. Acrescenta que o progresso se deve aos investimentos significativos em pessoas e em tecnologia, como a Inteligência Artificial. Desde o início da pandemia, foram usados os sistemas IA para retirar o material relacionado ao COVID-19 que os especialistas em saúde global sinalizaram como desinformação, posto isto, o passo seguinte foi detetar cópias quando algum utilizador tentava compartilha-la. Assim sendo, e como resultado deste processo, foram removidos mais de 12 milhões de conteúdos sobre COVID-19 e vacinas.

O importante não é apenas limitar a desinformação, mas também estabelecer um elo de ligação entre as pessoas e informações de confiança. Guy Rosen relata que esse processo é feito através de hubs centralizados como o Centro de Informações COVID-19 , Centro de Informações de Ciência do Clima ou Centro de Informações de Votação dos EUA 2020, rótulos que são anexados a determinadas publicações com informações confiáveis de especialistas e notificações.

Cada vez mais é necessário dizer “adeus” à desinformação e mantê-la longe das nossas aplicações, assim, refere que tomam todas as medidas para o fazer. Em 2018, refere que houve uma mudança no sistema de classificação do Feed de Notícias para criar um elo de ligação das pessoas a publicações significativas de amigos e familiares. Acrescentou ainda que “Fizemos essa mudança sabendo que isso reduziria algumas das formas de conteúdo mais envolventes, como o vídeo de formato curto, e faria com que as pessoas gastassem menos tempo no Facebook – que foi exatamente o que aconteceu.”  Conclui relatando e explicando que a quantidade de tempo que as pessoas passam no Facebook assistiu a uma descida de 57% no trimestre em que foi feita esta alteração.

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