A Nova Information Management School (NOVA IMS), da Universidade Nova de Lisboa, e a Comunidade Intermunicipal do Oeste (CIM Oeste) estão a trabalhar em conjunto para criar a primeira região inteligente do país. Uma plataforma analítica integrada de inteligência territorial que oferece capacidades de recolha, armazenamento, processamento e análise dos dados, gerados pelas redes wi-fi públicas dos municípios, que visa alavancar a construção de uma região de turismo inteligente e sustentável.

O projeto-piloto arranca na Comunidade Intermunicipal do Oeste e é constituída pelos municípios de Alenquer, Alcobaça, Arruda dos Vinhos, Torres Vedras, Peniche, Nazaré, Caldas da Rainha, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço, Óbidos, Bombarral e Cadaval. E o objetivo da Plataforma Smart Region é ser replicada em todo o país.


A NOVA IMS vai investir um milhão de euros para o desenvolvimento deste projeto que terá a duração de dois anos, período após o qual a plataforma Smart Region ficará disponível para ser replicada em todo o território nacional. É um projeto colaborativo de co-criação de uma solução inovadora capaz de potenciar a economia da região assente no conceito de Smart Cities aplicada ao turismo inteligente e sustentável.

Tirando partindo das iniciativas wi-fi dos centros históricos do Turismo de Portugal e WiFi4EU da Comissão Europeia, será possível compreender a interação das pessoas, que vivem, trabalham ou visitam o território da CIM Oeste. Por exemplo, conhecer o número e características de pessoas em eventos e locais, distinguir entre visitantes novos e recorrentes, estabelecer horas de ponta, traçar padrões de deslocação, marcar pontos de interesse, etc. Em paralelo, irá permitir melhorar a experiência de quem visita a comunidade intermunicipal.

Miguel de Castro Neto, Subdiretor da NOVA IMS e Coordenador da NOVA Cidade – Urban Analytics Lab, nota que: «As capacidades que a tecnologias oferecem hoje de capturarmos gigantescas quantidades de dados, lança o desafio de serem criadas as capacidades analíticas para promover a sua conversão em informação e, assim, passarem a ter valor para os processos de tomada de decisão, para a criação de novos produtos e serviços e para uma cidadania mais ativa e participada.»

«Sendo um dos exemplos mais comuns a utilização dos meta dados das comunicações móveis para construir esta inteligência territorial, a generalidade destes serviços assenta na utilização de dados externos, com a consequente necessidade de contratualização de um serviço de informação permanente e respetivo custo associado», explica Pedro Folgado, Presidente da CIM Oeste. E adianta: «O processo de criação de redes de Wi-Fi público municipal gera a oportunidade de, pela primeira vez, os municípios serem os ‘donos’ dos dados necessários e suficientes para o desenvolvimento de capacidades analíticas e pela criação de valiosos insights sobre as mais diversas dimensões da governação do território».

Mantenha-se informado das notícias mais relevantes em nosso canal Telegram