O estudo “How to Ramp Up Online Grocery -without Breaking the Bank” realizado pela Bain & Company, chegou à conclusão de que a quota de mercado das vendas online no sector da distribuição vai atingir os 10% até 2025 na Europa, contra 3,8% no final de 2019.

A mesma publicação também prevê um aumento entre 35% e 45% no consumo online durante 2020, apesar do relaxamento nas medidas de confinamento causado pela pandemia Covid-19.


De acordo com André Carvalho, sócio do escritório da Bain & Company em Madrid:

“Em Espanha, o peso das compras online durante as semanas de pico de confinamento tem sido o dobro do que vimos em 2019. Estamos convictos de que uma parte relevante deste crescimento se vai manter a médio prazo, com implicações importantes para as grandes redes de supermercados”

Todos os mercados analisados no estudo viveram a aceleração da penetração do canal online, o que equivale a um crescimento de dois a cinco anos.

Neste sentido, para a grande maioria dos supermercados, as entregas ao domicílio são estruturalmente menos lucrativas do que as vendas nas lojas físicas, o que poderia diluir os lucros do setor alimentar se não fossem tomadas medidas para melhorar a baixa lucratividade dos canais de e-commerce.

Assim, o relatório detalha que quem optar por não expandir e melhorar seu canal digital, vai evitar o desgaste dos lucros a curto prazo e torná-los pouco competitivos a longo prazo. Em conclusão, os supermercados devem realizar uma reforma estrutural para que, de acordo com os modelos da Bain & Company, não vejam sua rentabilidade geral cair entre 50-80 pontos-base nos próximos cinco anos.

De acordo com a Consultora, os supermercados devem ainda otimizar a rede omnichannel, diversificando assim as receitas e eliminando os subsídios a canais não sustentáveis. As empresas do setor também devem considerar a parceria ou a aquisição dos conhecimentos necessários por meio de fusões e aquisições, como forma de acelerarem este processo.

 

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