Atualmente várias marcas tem procurado uma âncora segura nas redes sociais para promoção dos seus serviços, muitas vezes até, investindo no marketing digital e no marketing de influência. Assim sendo a confiança digital torna-se um fator fulcral para estas empresas, uma vez que, mesmo que os escândalos de segurança não levem os usuários a parar de usar as redes sociais, estes podem impactar as interações com os anúncios, devido á desconfiança dos utilizadores. Digamos que quanto mais fiável uma rede social é, maior será a confiança do utilizador nas marcas que as utilizam. Pelo menos, segundo o estudo anual da Insider Intelligence, “US Digital Trust Survey”, é assim que acontece.

Com base na  revista EMarketer , o “US Digital Trust Survey” foi realizado nos EUA, através de um inquérito online com 1.865 participantes, onde cobriu as mais variadas taxas etárias, dos 18 aos 74 anos. É de realçar que para a obtenção dos resultados a Insider Intelligence teve por base 5 critérios de avaliação de confiança: segurança, legitimidade, comunidade, experiência do anúncio e relevância do anúncio.


Este relatório avança o Facebook como a rede social menos confiável entre as 9 que se encontravam em estudo, destacando-se o LinkedIn como a mais confiável. Para muitos os resultados podem ser inesperados, contudo, Audrey Schomer, analista de pesquisa sênior da Insider Intelligence, fundamenta o sucedido:

“Dois anos após o escândalo Cambridge Analytica, esperamos que os enormes problemas de privacidade de dados do Facebook durante aquele tempo tenham persistido na memória pública e continuem a ser uma marca negra em seu histórico. Isso provavelmente está levando quase um terço dos usuários do Facebook nos EUA a continuar a ver o Facebook como uma plataforma que não protege adequadamente seus dados. Nossa pesquisa destaca a grande importância das proteções de privacidade de dados pelas redes sociais para garantir que os dados de engajamento do usuário não sejam maltratados ou utilizados indevidamente.”

Para os analistas da Insider Intelligence os escândalos de falta de privacidade nas redes sociais afetam a sua reputação, levando a uma menor eficácia dos anúncios nestas plataformas. Outro exemplo de realçar, e que segundo o estudo “US Digital Trust Survey” confirma esta tendência, é o do TikTok e Twitter, que se encontram um e dois lugares acima do Facebook, respetivamente. Cerca de um em cada cinco usuários do TikTok e do Twitter nos Estados Unidos (22% e 21%, respetivamente), não têm confiança nestas plataformas para protegerem os seus dados e privacidade. É  de relevância destacar que ambas as redes se encontram envolvidas em escândalos de alegada falta de privacidade e dados dos utilizadores.

LinkedIn e Pinterest apresentam-se assim nos primeiros lugares da tabela no que diz respeito a confiança. Quase 73% dos usuários do LinkedIn e 66% dos usuários do Pinterest, concordaram que as respetivas plataformas protegem a sua privacidade e dados. Os analistas explicam que o facto de estas redes sociais receberem pouca atenção dos media no que toca a questões de privacidade de dados, contribui para perceções mais positivas.

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