O mais recente relatório da REDUNIQ, sobre a evolução transacional dos negócios em Portugal até à 7ª semana de desconfinamento, revela que, apesar da retoma das atividades económicas, os valores de faturação estão ainda longe dos de 2019.

As quebras, superiores a 80%, no turismo e na faturação estrangeira, são a base desta variação homóloga. De acordo com Tiago Oom, Diretor da REDUNIQ, “é notória a preponderância que o turismo tem no nosso país, do ponto de vista da nossa sustentabilidade e competitividade económica e social. Sem turismo, os valores ressentem-se e estão ainda longe dos de referência do ano passado. É provável que os níveis de faturação das regiões onde o turismo assume maior importância tenham que lidar, nos próximos 2 a 3 anos, com níveis de faturação consideravelmente abaixo dos observados no passado recente”.


Mesmo com os feriados deste mês e com uma maior afluência de turistas nacionais, a recuperação foi insuficiente. As regiões turísticas não recuperarão de forma expressiva enquanto o turismo não retomar. As demais regiões poderão recuperar se a crise económica não se adensar.

Outro dado do relatório, é referente ao ticket médio, que com o decorrer de diferentes fases de desconfinamento, registou valores inferiores aos de maio e junho de 2019.

“Pode ser já o reflexo do adensar de uma crise económica, que dita comportamentos de compra muito mais racionais”.

A tecnologia Contactless, continua, no entanto a duplicar os valores de pagamento, representando, em junho de 2020, quase ¼ do total da faturação, um aumento de mais de cinco vezes face ao período homólogo de 2019.

 

Mantenha-se informado das notícias mais relevantes em nosso canal Telegram