Maioria do top 25 de retalhos por capitalização de mercado verifica declínio no primeiro trimestre de 2020, apenas Amazon e JD Sports crescem

De acordo com a GlobalData, a maioria dos retalhos no top 25 por capitalização de mercado (Mcap) registou declínio, trimestre a trimestre, no final dos primeiros três meses de 2020. A Amazon e a JD Sports foram as únicas empresas a registar subidas.

Fonte: GlobalData

Após uma queda de 22% da cotação das ações entre 19 de fevereiro e 16 de março, a Amazon recuperou 15% entre 16 e 31 de março. Keshav Kumar Jha, Company Profiles Analyst da GlobalData, comenta que “vendas online a aumentar e um portfolio de negócio robusto que compreende e-commerce, cloud computing e streaming ajudou a empresa a reverter a tendência do deslize de MCap”.

Sobre a JD Sports, refere que, “entretanto, o melhor desempenho financeiro da JD.com durante o ano fiscal de 2019 ajudou-a a ganhar tração e as suas ações melhoraram 15% durante o primeiro trimestre de 2020. A capacidade da empresa para oferecer um serviço ininterrupto e atempado em toda a China durante o bloqueio também ajudou a ganhar a confiança dos investidores”.

De acordo com a análise, o medo da redução da procura por parte do consumidor, resultante da pandemia, justificou a queda de 8% das ações da gigante Alibaba, durante o mesmo período.

O analista explica que “o medo crescente do abrandamento económico devido à COVID-19 não só levou à continuação da venda nos mercados bolsistas, como também atingiu as ações do Walmart e da Costco, que diminuíram 4,4% e 3%, respetivamente, no primeiro trimestre de 2020”.

O estudo da GlobalData testemunhou um declínio de 8.2% no MCap agregado desde 31 de março deste ano, que estava nos 3.1 triliões de dólares americanos, comparados com os 3.4 triliões verificados no final de 2019. 13 empresas contabilizaram, aproximadamente, 30% do MCap total, sendo que cada uma reportou um declínio de mais de 15% no MCap trimestre a trimestre. Entre os 13 retalhos, apenas a Home Depot e a Nike registaram mais de 100 mil milhões de dólares americanos de MCap.

“O investimento planeado na melhoria das lojas e na expansão das capacidades digitais resultou numa orientação de ganhos inferior às expectativas dos investidores para o ano fiscal 2020, que não conseguiram ganhar a sua confiança. Por exemplo, as ações da Home Depot desceram 15% durante o primeiro trimestre de 2020. A queda no preço das ações deveu-se também à redução no tráfego das lojas, principalmente devido à redução do horário de funcionamento após a rápida propagação do novo coronavírus nos EUA após 15 de março”, explica Keshav Kumar Jha. Acrescenta, ainda, que “a Nike também registou uma descida superior a 18% na cotação das suas ações no primeiro trimestre, principalmente devido ao surto de COVID-19 a nível mundial. Cerca de 75% das lojas da empresa e dos parceiros na China foram temporariamente encerradas durante algumas semanas em fevereiro, enquanto todas as lojas da NIKE fora da China, Japão e Coreia do Sul foram encerradas a partir de 16 de março para travar a propagação do vírus”.

O novo coronavírus também afetou a confiança dos investidores nas ações de retalhos de farmácias. O analista compreende que “os retalhistas de farmácias sedeados nos EUA, CVS Health e Walgreens Boots Alliance também registaram enormes quedas no seu MCap trimestre a trimeste. Preocupações relacionadas com o aumento das reclamações médicas para o negócio de seguros de saúde da CVS Health, a Atena, na sequência do aumento do número de pacientes COVID-19 nos EUA, parece ter abalado a confiança dos investidores nas ações da empresa”.

O resultado da Walgreens Boots Alliance no primeiro trimestre do ano fiscal 2020 resultou na queda do MCap em mais de 22%, para além de aumentar as preocupações no âmbito do COVID-19 nos EUA.

Keshav Kumar Jha conclui que “o verdadeiro impacto do coronavírus é difícil de avaliar neste momento, mas o bloqueio imposto por vários governos em todo o mundo terá impacto nas operações normais das instalações de produção. Isto poderá perturbar os ciclos de reabastecimento, podendo conduzir a condições de rutura. Além disso, as medidas de distanciamento social e a redução do horário normal de funcionamento poderão resultar em novas reduções do tráfego das lojas. O êxito dos grandes retalhistas do comércio eletrónico pode igualmente obrigar as empresas a investir mais no reforço da sua presença omni-canal”.

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