Mulheres na Liderança do comércio eletrónico em Portugal (parte 4)

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Desde segunda-feira, 8 de Março, que estamos a lançar algumas pequenas entrevistas de comemoração do Dia da Mulher. Marta Lousada, Ana Lopes e Telma Santos, Bárbara de Almeida Faria foram algumas das mulheres portuguesas em cargos de poder no ecommerce que responderam às nossas perguntas. Hoje trazemos uma mulher especialista em ecommerce e no digital, Joana Santos, Industry Manager Retail & Startups na Google.

Joana Santos, Industry Manager Retail & Startups na Google

Sendo o digital um sector inovador e assente em transformação sente que existe alguma discriminação em relação à mulher no poder?

Ainda existe muita desigualdade de género no sector tecnológico no sentido em que há um fosso significativo de género, há muito mais homens que mulheres a trabalhar nesta indústria. E as mulheres estão tipicamente em departamentos mais ligados às ciências sociais e humanas (recursos humanos, marketing ,etc).Não acredito tanto na discriminação pura ou no preconceito como estando na origem deste fenómeno, na minha opinião é muito mais um tema cultural, que vem das raízes, da nossa educação e que acabamos por perpetuar por falta de consciência.

A tecnologia, as engenharias, são tradicionalmente temas do domínio dos homens, não se oferece um drone de brincar ou um telescópio a uma rapariga, mas a um rapaz sim e, perpetuando esses comportamentos, não se estimulam as crianças para as mesmas áreas. Havendo mais homens que mulheres no sector, dificilmente haverá igualdade em cargos de poder, portanto é urgente resolver o problema de raiz. 

Dito isto, é verdade que o «gap» de género é brutal, mas também começa a existir alguma consciência, e empresas como a Google têm uma preocupação e medidas para minorar esse fosso de género porque temos que acelerar muito para chegar onde é desejável. E porque é que é desejável chegar à igualdade de géneros – não só porque é a coisa certa a fazer, mas também porque empresas mais diversas (nas diferentes dimensões) são empresas com melhor desempenho, mais preparadas para operar em ambiente de incerteza e para a tomada de decisões em momentos de crise.

 Que conselho pode dar a jovens profissionais?

As diferenças entre homens e mulheres e a unicidade de cada ser individual são maravilhosas. Não se trata de anular essas diferenças porque isso seria anular uma fonte de riqueza e diversidade que, mais uma vez, é o que queremos potenciar. Mas eu diria às jovens mulheres que é importante a tomada de consciência que há comportamento que temos enquanto mulheres, que são fruto da nossa educação e das normas sociais que se enraizaram durante décadas, que acabam por nos sabotar em comparação com os homens. Vou dar um exemplo – geralmente não é tão bem visto uma mulher ser vocal em relação a uma conquista profissional ou académica, como um homem.

E de forma geral as mulheres querem agradar, portanto, muitas vezes, não nos sentimos confortáveis nesse papel. Mas deixo uma pergunta – quem deve ser responsável pela sua narrativa, os outros ou nós próprios? O meu conselho é, não tenhamos medo de dizer ao que vimos, o que queremos, onde queremos chegar e porque devemos ser nós, e não outros, a lá chegar. E tomemos consciência dos comportamentos inconscientes que temos e que muitas vezes nos prejudicam. A responsabilidade nem sempre é dos outros. Aconselho vivamente quem tem interesse nestes temas de representatividade participar num workshop #IamRemarkable que alerta para muitas destas normas sociais que nos amarram e das quais nem nos apercebemos.

Como é a mulher de 2021?

Há pouco tempo li de uma poeta canadiana, Rupi Kaur, uma frase que me fez todo o sentido –  «Uma mulher já tem tudo o que necessita dentro de si, foi o mundo que lhe disse o contrário». A mulher de 2021 é igual à mulher de 1980 na sua essência, mas hoje tem mais oportunidades, tem mais acesso a tudo e por isso maior capacidade de influenciar e fazer a diferença. A geração de mulheres que estão agora a entrar no mercado de trabalho são, a meu ver, mais conscientes do seu valor, porque são também fruto de uma educação e de um contexto diferente daquele em que foram educadas as mulheres que estão agora em posições de poder. Mas o mundo não avança à velocidade que deveria se deixarmos apenas a humanidade evoluir ao seu ritmo natural. E por isso é preciso ler sobre estes temas e de agir.

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