Covid-19: será que a qualidade das relações humanas se manteve?

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

A pandemia da COVID-19 veio interferir na forma como nos relacionamos uns com os outros. A distância física e social foi imposta para segurança de todos, tendo sido necessário encontrar alternativas que permitissem manter as relações pessoais.

As tecnologias tiveram um papel fundamental: graças ao telemóvel ou outros dispositivos tecnológicos foi possível manter o contacto com a família e amigos, que de outra forma não teria sido possível. O relacionamento interpessoal passou a ter como base o mundo virtual: Mas será que a qualidade das relações humanas se manteve?

De acordo com os dados do Barómetro Europeu do Observador Cetelem, 75% dos europeus não têm dúvidas de que o contacto virtual em detrimento do físico é prejudicial para as relações humanas, uma vez que a vida sem contacto enfraquece e contribui para a degradação dessas relações. Os búlgaros (84%) e os romenos (83%) são os europeus que manifestam mais esta ideia. 

Os portugueses demonstram também o seu desagrado, com 78% a corroborar com esta opinião, valor este acima da média europeia. Já os alemães (67%) e os britânicos (66%) são os que estão menos de acordo, devido à grande disseminação das práticas virtuais nestes países.

Este impacto não se faz sentir apenas na qualidade das relações humanas, mas também na quantidade. 74% dos europeus consideram que a vida sem contacto reduz a quantidade de interações nas relações pessoais. Os polacos e os romenos são os que expressam mais esta ideia (83% respetivamente). 

Os portugueses também se encontram acima da média europeia (80%). Por outro lado, mais uma vez, os britânicos (67%) e os alemães (64%), são os que estão menos alinhados com esta ideia.

A opinião de que a vida sem contacto não é a solução, está disseminada entre os europeus. Menos de metade (44%) acreditam que este tipo de relação funciona bem, sendo os franceses e os britânicos que mais advogam esta opinião (51% respetivamente). 

Os portugueses encontram-se bastante pessimistas, com apenas 37% a considerar satisfatório este tipo de relacionamento. Países como a Eslováquia e a Roménia (ambos com 33%) e a Áustria (32%) são os que têm uma atitude mais crítica.  

Relativamente às relações interpessoais, os dados revelam que a comunicação remota está a ganhar espaço pelo facto de as pessoas terem à sua disposição os equipamentos necessários a essa comunicação (54%); de haver uma maior abertura a esta possibilidade de comunicação remota (51%); e por este tipo de comunicação ser positiva para pessoas que vivem sozinhas (51%).

Questionados sobre se costumam trocar a interação física pela virtual – por exemplo, ligar a um familiar em vez de ir visitá-lo – 57% dos europeus admitem que o fazem, seja ocasionalmente (41%) ou até mesmo com bastante frequência (16%). Por outro lado, 43% dizem que nunca/raramente o fazem (26% raramente, 17% nunca). 

No que diz respeito aos portugueses: 14% revelam fazê-lo frequentemente; 42% ocasionalmente; 31% raramente o fazem e 13% asseguram que nunca o fazem.

QUER RECEBER NOSSA NEWSLETTER

INSCREVA-SE
Os campos marcados com * são de preenchimento obrigatório
Email: *
Língua: English (English) Português (Portugese) Español (Spanish) *
Nome: *
Empresa: *
Cargo:
Sector:
Aceito receber a newsletter e as comunicações da Ecommerce News de acordo com a Política de Privacidade:
Aceito receber comunicações comerciais:
GDPR logdate ok:
Please don't insert text in the box below!
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on whatsapp
Share on telegram
Share on email

Deixe um comentário

Tu dirección de Email no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

PODE GOSTAR

POSTS MAIS RECENTES

Pode interessar-lhe

JUNTA-SE A NÓS?

POSTS MAIS COMENTADOS

Ir arriba