Chauffeur Privé muda de nome para Kapten e na Ecommerce News Portugal fomos saber tudo sobre este negócio que entra num mercado saturado para competir com empresas como a Uber e a Cabify. Sérgio Pereira, General Manager (Portugal) na Kapten fala-nos da história da Kapten, qual o foco da marca e como se posicionam em Portugal.

Ecommerce News (EcN): O que é a Kapten e que diferenças encontramos em relação aos vossos concorrentes Uber, Cabify, etc?

Sérgio Pereira (SP): Em primeiro lugar o facto de conseguirmos oferecer um serviço de qualidade superior e com a tarifa mais baixa do mercado, uma realidade que nem sempre é fácil de encontrar nos dias de hoje! Mas a verdade é essa: focamo-nos na qualidade do nosso serviço, apresentamos um valor de serviço baixo e ainda cobramos uma comissão de apenas 15% aos nossos motoristas, em vez dos 25% habituais, garantindo um rendimento por viagem. Este foco na qualidade espelha-se através do nosso suporte e apoio diário, tanto para o cliente como para o motorista, através de uma equipa 100% portuguesa, permitindo, quase no imediato, dar resposta a questões ou resolução de situações. Além de tudo isso, contamos com um programa de fidelização único dirigido aos utilizadores, que oferece pontos aos utilizadores por cada viagem que efetuam, permitindo-lhes trocarem esses pontos por viagens… portanto, a médio prazo somos ainda mais competitivos.

Ecommerce News (EcN): Porquê a aposta no mercado português depois de França e do Reino Unido? Em que cidades estão presentes e para quais esperam expandir?

Sérgio Pereira (SP): A Kapten cresceu de forma bastante rápida. Em 2017, foi adquirida pela Daimler com a intenção de conquistar a liderança no mercado de transporte privado. Com o sucesso que estava a ter no seu país de origem, França, decidimos escolher Portugal para o começo da expansão europeia da marca, que ocorreu em setembro de 2018 em Lisboa. A escolha desta cidade recaiu pelo equilíbrio económico e pela procura por este tipo de serviço, por parte dos consumidores. E a verdade é que o sucesso que tivemos em Lisboa acabou por ditar a expansão para outras cidades da periferia da capital portuguesa, marcando o primeiro crescimento geográfico em Portugal. O Porto, sendo a segunda maior cidade e existindo relações económicas e comerciais entres as duas cidades, fazia todo o sentido. Neste processo de escolha, mais uma vez, focámo-nos no que é mais conveniente para os portugueses e, nesta fase, era precisamente o norte. Assim, operamos em cidades de Portugal, França e Reino Unido e, obviamente, continuamos a trabalhar para ampliar a presença da marca em mais países e cidades europeias.

Ecommerce News (EcN): Acionariamente, como está estruturada a empresa? Atualmente, qual é a valorização no mercado?

Sérgio Pereira (SP): A Kapten faz parte do Grupo Now que é detida por partes iguais, correspondente a 50%, pela BMW e Daimler. Nesse sentido, a valorização da empresa não é pública.

EcN: Têm um programa de fidelização? Como funciona?

SP: Na Kapten, recompensamos a preferência dos nossos clientes, graças a um programa único no mercado. O princípio é simples: quanto mais viagens fizer, mais vantagens poderá obter. Assim, em cada viagem é possível ganhar pontos, que depois podem converter-se em viagens gratuitas, existindo 4 níveis de fidelização: o Red corresponde a um ponto por cada euro gasto, o Silver onde um euro corresponde a dois pontos, o Gold a quatro pontos e o Platinum corresponde a cinco pontos.

EcN: Sempre com preços fixos… tem sido uma das grandes controvérsias…

SP: O diploma que veio legalizar a atividade de transporte de passageiros em veículos descaracterizados a partir de plataformas eletrónicas veio regular isso mesmo, situação que cumprimos ao que a lei obriga. No geral, o valor de uma viagem com a Kapten começa sempre nos 2,50€. Depois, o valor final da viagem é sempre previamente anunciado e as tarifas podem considerar a distância do percurso, a duração do Transporte, o tipo de veículo e o momento do dia. Mas podemos garantir que na Kapten os clientes irão encontrar as tarifas mais baixas e o melhor serviço.

EcN: A um nível «político»… Qual é a situação da Kapten?

SP: Esta pergunta é interessante e vai ao encontro de um dos temas que mais queremos desmitificar. A verdade é que a maioria desconhece o facto de sermos uma entidade que tem instalações em Portugal onde paga os respetivos impostos, ao contrário de outros players das TVDE, mas ainda assim continuamos a crescer. Podemos dizer que a nossa posição é sólida e mantemos ótimas relações com todos os nossos stakeholders, parceiros, motoristas e clientes.Podemos dizer que a nossa posição é sólida e mantemos ótimas relações com todos os nossos stakeholders, parceiros, motoristas e clientes. Clic para tuitear

EcN: Dizem no vosso sítio Web que já atingiram 2 milhões de utilizadores. Num mercado certamente «saturado» como este… Que canais e ações de marketing estão a realizar para conseguir isso?

SP: Queremos ser a marca local de cada cidade em que operamos, porque este é o nosso modelo: que as pessoas nos vejam como um parceiro, aliado e que conhece as necessidades dos cidadãos. Apostamos em campanhas divertidas, disruptivas e que criem proximidade com todos os nossos clientes e potencias clientes. Na verdade, não somos apenas mais uma plataforma de TVDE. Somo a plataforma de TVDE que oferece o melhor serviço, as melhores recompensas, os melhores motoristas e a tarifa mais baixa do mercado.

EcN: Que formas de pagamento encontramos na Kapten? Está em desacordo com o PSD2 e com a baixa penetração do pagamento digital em Portugal?

SP: A Kapten oferece as soluções mais pertinentes no mercado e, claro, continuamos a estudar outras opções. Por exemplo, aceitamos todos os tipos de cartões de crédito, inclusivamente cartões MB Net, e estamos a trabalhar com o MB Way para oferecer este serviço no futuro em Portugal. Em outros países, já oferecemos Apply Pay, mas ainda não foi introduzido em Portugal pela baixa expressão no território nacional.  Em termos de PSD2, a Kapten está completamente “compliant”, e irá explorar este método.

EcN: Qual é o road map que estabeleceram para Portugal? E em geral para a empresa a médio/longo prazo?

SP: Queremos fazer parte das vidas dos portugueses e ser uma alternativa económica, segura e conveniente nas deslocações do dia a dia. Queremos continuar a crescer e ser a plataforma de referência a nível nacional. Estamos a preparar a entrada em novas cidades, mas ainda não podemos revelar novidades. Mas adiantamos que prevemos entrada em mais cidades nacionais e internacionais nos próximos tempos.

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