RGPD vs Google, Twitter e Amazon: Qual o impacto das leis europeias de privacidade nos Estados Unidos da América?

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Privacidade, confiança e transparência são as palavras de ordem para 2021, segundo os representantes da Google, Twitter e Amazon que participaram no CES 2021, uma das maiores feiras de tecnologia do mundo.

Para lidar com questões de privacidade e leis como o RGPD é preciso começar por perceber o impacto das tecnologias no nosso dia-a- dia e como se têm entranhado nas nossas vidas.

« 2021 será um ano em que teremos que elevar a fasquia quando pensamos em confiança em geral. Quando pensamos o quão importante a tecnologia é para as nossas vidas, na pirâmide de Maslow logo a seguir a ar e água provavelmente deverá vir Wi-fi. Muitas das coisas que nos parecem ser divertidas ou convenientes tornaram-se muito importantes, senão mesmo essenciais nas nossas vidas»

Anne Toth, diretora da Alexa Trust na Amazon.

No caso da Alexa, em particular, proporcionou, num 2020 confinado, o relacionamento entre familiares que estão distante e, para membros das famílias que são mais dependentes, vulneráveis, mais velhos ou vivem mais longe, a continuação das suas vidas. Desde este ponto de vista, «existe uma responsabilidade acrescida no campo da privacidade e confiança no produto» acresenta.

Enquanto rede social, para Damian Kieran, Chief Privacy Officer no Twitter, o foco deste ano será a transparência, principalmente no que diz respeito à Inteligência Artificial (IA) e Machine Learning (ML).«Tentamos fazer com que as pessoas compreendam que dados recolhemos, como os utilizamos, quando os partilhamos, mas penso que se torna ainda mais pertinente quando falamos da esfera da IA e ML».

«As pessoas estão a perceber que a sua experiência do mundo é cada vez mais intermediada por tecnologias, produtos e serviços de cada uma das nossas empresas, e muitas outras. Para os os profissionais de privacidade desde sempre existiu um certo nível de ansiedade e preocupação para garantir que o consumidor entende como é que a informação está a ser recolhida, como está a ser usada e que tipo de controlos têm. Quando juntamos isto ao que vivemos no ano passado e ao que nos espera em 2021, os utilizadores estão a sentir-se mais nervosos do que nunca, porque estão mais dependes da tecnologia do que no passado para viver as suas vidas»

Keith Enright, Chief Privacy Officer na Google LLC

Isto significa para a Google, por um lado, continuar o trabalho feito até agora em proteção de dados e privacidade, seja em clarificação da informação para os utilizadores, seja em inovação no controlo de dados mas também significa trabalhar com reguladores e profissionais da indústria para aumentar a proteção e garantir a privacidade.

A influência do RGPD europeu na privacidade Americana (e global)

«A europa tem sido uma voz importante nestas áreas, nem que seja somente pela forma de pensar nos temas da privacidade» opina Keith.  Algumas das leis tornaram-se mais europeias e é uma tendência para continuar. O RGPD foi um passo essencial para as empresas, existe agora uma fasquia para se regularem e uma oportunidade de refletirem sobre assuntos como a segurança e confiança. Dito isto, ao mesmo tempo, tem que se assegurar a liberdade de expressão, concorrência e o crescimento de um ecossistema económico saudável.

A experiência global é um dos conceitos associados às redes sociais, como o Twitter. As diferentes leis de privacidade nas diferente partes do mundo tornam a experiência do utilizador também ela diferente de região para região e potenciam, segundo Damian Kieran, a balcanização, uma fragmentação do que deveria ser uma experiência única da internet e dos serviços prestados na mesma. «Do ponto de vista da indústria representa um desafio mas eu acho que é ainda mais desafiante para o consumidor. É suposto o Twitter ser um lugar onde me posso juntar à conversa global. Se a minha conversa global é limitada aos dados que estão nos 28 ou 27 países da Europa, não é uma conversa global, é uma conversa europeia» debate o representante do Twitter.

Isto leva-nos ao cerne da questão e a ‘batata quente’ passa ao utilizador. O que realmente querem? Porque se por um lado se sentem satisfeitos e mais seguros por terem leis que os protegem, por outro lado podem não gostar assim tanto do impacto que essas mesmas leis têm na sua experiência de um serviço ou produto.

A diretora da Alexa Trust contrapõe dizendo que «só passou ano e meio ou dois desde a implementação do RGPD o que é um período de tempo muito curto. Mas mesmo assim podemos concordar que a consciência do consumidor em questões de privacidade aumentou brutalmente a nível global e features que antes não existiam, com uma ou outra exceção, existem agora em muitos servidores: a possibilidade de aceder e pedir todos os teus dados, portabilidade de dados, a possibilidade de apagar e ver toda a informação que uma empresa tem sobre nós«.

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