A Uber demitiu 3.700 funcionários, segundo anunciou a empresa esta quarta-feira. Isto representa uma redução de 14% dos seus trabalhadores efetivos. Os cortes vão afetar principalmente o serviço ao cliente e a equipa de recrutamento.

A Uber diz que os despedimentos fazem parte de um plano para reduzir os custos operacionais e para poder fazer face aos «desafios económicos e à incerteza resultante da COVID-19». Dara Khosrowshahi, Presidente Executivo da Uber, concordou também em renunciar ao seu salário base para o resto do ano.


«Agora que as pessoas estão a fazer menos viagens, a triste realidade é que não há trabalho suficiente para muitos dos nossos funcionários no serviço de apoio ao cliente», disse um porta-voz da empresa, em declarações recolhidas pela CNET. «Não sabemos quanto tempo é que vai levar a recuperação económica, por isso estamos a tomar medidas para alinhar os nossos custos com a dimensão do nosso negócio atual«, acrescentou.

A empresa salienta que foi uma decisão difícil e necessária: «Foi muito difícil tomar esta decisão, mas é a decisão certa para proteger a empresa no futuro e garantir que saímos mais fortes desta crise».

A Uber viu o seu negócio de partilha de automóveis, que é o principal ramo das suas receitas, cair a pique. A empresa tentou expandir a oferta para outras linhas de negócio como a Uber Eats, mas não conseguiu compensar as perdas. O concorrente direto da Uber, a Lyft, também despediu recentemente 982 trabalhadores, o que representa 17% do seu pessoal.

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