É necessário controlar as grandes empresas tecnológicas para não criarem um monopólio e impedirem a interoperabilidade.

A Vice-Presidente Executiva da União Europeia Margrethe Vestager anunciou há alguns dias o lançamento de uma investigação sobre o sector IOT, com o objetivo de descobrir se as grandes empresas tecnológicas estariam a criar um monopólio de assistentes virtuais e tecnologias IOT.

Vestager está preocupada, porque «quando as grandes empresas abusam do poder, podem muito rapidamente empurrar os mercados para além do ponto de viragem, onde a concorrência se torna um monopólio. Já vimos isto antes. Se não agirmos a tempo, há um sério risco de que isto volte a acontecer com a Internet das coisas».


Os assistentes de voz que se misturam com outro hardware tornam-nos muito poderosos, tanto que basta olhar para o grande poder e conhecimento que o Alexa da Amazon tem, «Os assistentes de voz e os dispositivos inteligentes podem recolher muitos dados sobre os nossos hábitos. E há o risco de as grandes empresas poderem utilizar indevidamente os dados recolhidos através destes dispositivos», disse Vestager. Outros participantes que mencionou são o Siri da Apple, o Google Assistant ou o Magenta da Deutsche Telekom.

O importante no mercado da loT é que os produtos sejam interoperáveis. «Neste momento, os aparelhos nas nossas casas não precisam de estar ligados uns aos outros. Sentimo-nos à vontade para comprar o melhor altifalante inteligente que podemos encontrar no mercado, sem nos preocuparmos se este irá funcionar com o nosso sistema de iluminação inteligente». Isto é o que a Vice-Presidente Executivo da UE quer ver mantido no futuro.

A UE já iniciou investigações tecnológicas antitrust noutras ocasiões, por exemplo os casos de aquisição pela Google da empresa Fitbit e a utilização pela Amazon de dados de fornecedores externos.

Esta investigação está na sua primeira fase. A Comissão Europeia enviou 400 questionários a empresas dos sectores das casas inteligentes, tecnologia portátil e assistentes de voz com o objetivo de recolher de dados para produzir um relatório preliminar até à Primavera de 2021.

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