O trabalho do marketer é fazer crescer, é trazer resultados. Durante a sua sessão do Web Summit, o evento que decorreu em Lisboa entre os dias 4 e 7, Kristin Lemkau, CMO na JPMorgan Chase, apresentou as vantagens da integração da Inteligência Artificial e do machine Learning na sua empresa.

JPMorgan Chase é uma empresa líder global de serviços financeiros e uma das maiores instituições bancárias dos Estados Unidos, com operações em todo o mundo. No sector banca as fintech começa a dar cartas e são empresas a ter em conta, “são muito bem financiadas, a criar experiências para o consumidor e a resolver pontos dolorosos” afirmou a palestrante.A introdução de tecnologia como IA e machine learning leva a otimização de serviços e aumenta as expectativas dos consumidores em relação aos seus próprios bancos. Clic para tuitear

Para aqueles a trabalharem a área do marketing, utilizar as capacidades de machine learning ao máximo é chave para o sucesso ressalva Kristin Lemkau. Estas tecnologias permitem a deteção de padrões que leve a um maior conhecimento do consumidor. Com esta informação é possível inovar, a nível da relação com o consumidor e nos canais como chegamos até ele, por exemplo na publicidade.

O consumidor tem hoje em dia a pretensão de estabelecer relações com as marcas e com as empresas. Na JPMorgan Chase ao passarem pelo programa uma publicidade tradicional para encorajar os seus consumidores a não utilizarem mais o papel (go paperless) a ferramenta sugeriu três mudanças que levaram a um aumento de 40% na subscrição para deixar o papel.

  1. Título: Mudar de “oferta temporária, ganharás 5$ de volta” e acrescentar mais palavras, apesar desta mudança desrespeitava a “regra” de deixar espaço em branco entre o título e a call-to-action
  2. Adicionar o nome da pessoa: Esta pequena mudança torna o contexto mais pessoal
  3. Mudar o call-to-action: Substituir ‘go paperless’ por ‘continua’. “Talvez a sugestão mais importante” disse Kristin.

O machine learning tem que ser utilizado como uma ferramenta para tornar o acesso e obtenção do produto fácil, tornar de fácil compreensão as coisas que normalmente são complexas, tornar os processos aborrecidos em momentos divertidos, fazer com que as publicidades não sejam sentidas como publicidade mas como a obtenção de algo que o cliente quer, e para isso utilizar os dados para conhecer o cliente e mostrar as ofertas que o cliente está interessado, no caso de empresas com a JPMorgan Chase, fazer sentir que é uma ajuda e não um banco e ao mesmo tempo facilitar e proporcionar informação sobre temas da vida do cliente.

Não vendas. Convida o cliente a conhecer-te” explica Kristin Lemkau. Machine learning não é sobre vender mais, mas vender melhor, criar valor e assim aumentar o sucesso do negócio e para isso é preciso repensar a maneira como se vende e o que se está a vender.

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