O segundo painel do dia contou com Andrá Pharand, Global Managing Diretor na Accenture, Fábio Teixeira, Responsável de Ecommerce e Plataforma Digital na Leroy Merlin, Pedro Santos, Head of Ecommerce na Sonae MC e Sandra Conceição Operations Manager na Nespresso que explicaram o caminho da logística para corresponder às exigência do e-buyer.

A evolução do ecommerce passa pelo aproveitamento de dados e por melhorar a logística para que a entrega seja feita como o cliente exige. Do ponto de vista de Fábio Teixeira este são os próximos passos a dar para o sucesso dos ecommerce: proporcionar soluções mais rápidas, mais ágeis, com maior comodidade e segurança para as entregas de encomendas, ou seja, entregas no próprio dia, entregas em duas horas, pontos de recolha e delivery tracking.

É preciso compreender que a maioria dos consumidores não diferencia entre a compra e entrega, e se existe algum problema neste processo, o mais provável é que não volte a comprar ali. Exigem rapidez (cada vez mais querem a encomenda no próprio dia), “mudar o local de entrega, entregas grátis e tem que ser entrega verde ainda que não queiram pagar por isso” disse Sandra Conceição.

Os requisitos dos clientes em relação à entrega levam à necessidade de adaptação dos retailers e dos responsáveis de logística passando a dinamizar os seus modelos de trabalho, entregas 7 dias por semana em vez das tradicionais 5, cadeias de suprimentos disrutivas, mão-de-obra variável, e operações orientada por Dados. «Os Dados são o que dão valor ao negócio porque permitem conhecer o cliente» afirma Pedro Santos.

A tendência será para o aumento do número de armazéns de fullfilment perto das áreas urbanas para melhorar a last mille ea competição está aqui. No B2B sai mais barato que B2C” afirmou Andrá Pharand, os ciclos são mais rápidos e entregas são menores no B2C. Segundo o Global Managing Diretor na Accenture ao usar novas tecnologias, seja de modo mais básico como ‘roteirização’ ou mais avançado como Machine Learning, pode melhorar a produtividade da última milha e assim reduzir o custo.

Para Pedro Santos toda a cadeia desde o digital até à logística é essencial, mas o que verdadeiramente continua a ser o core do sucesso do negócio “é o cliente e conhecê-lo. Nós trabalhamos na conveniência, na possibilidade de comprarem anytime, anywhere. Temos entregas em casa, levantar em loja, entregar no próprio dia, das 8 da manhã as 11 da noite, …”.

João Pedro Gonçalves, terminou a sessão com a apresentação do que para os CTT são os 4 pontos a ter em conta para o êxito das entregas no ecommmerce:

  1. Modelo logístico e última milha: O novo papel do parceiro logístico é agregar necessidades e criar massa critica que torna possível e viável os negócios.
  2. Experiência de compra: Melhoria da experiência ao esbater a diferença entre o tradicional e o ecommerce.
  3. Big data: Os dados são um ativo essencial para melhor a experiência do cliente dos nossos parceiros através do conhecimento do cliente perceção dos ‘pain points’
  4. Diversificação do negócio dos e-sellers

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