Parece que as marcas se estão a cansar com a «passividade» do Facebook. Grandes anunciantes como a Starbucks, Unilever, Coca-Cola, Honda e Verizon juntaram-se a um boicote à plataforma que teve início a 17 de junho, como resposta à falta de empenho da empresa em controlar a informação tóxica e o discurso do ódio.

Depois de pôr fim a todo o investimento publicitário na rede social, o Facebook deu uma reviravolta e reforçou as políticas de moderação de conteúdos na sexta-feira.


No entanto, apesar das medidas mais duras, são cada vez mais as marcas que se juntam a este movimento. O Facebook entrou na bolsa na sexta-feira com algum desânimo, o que revela uma preocupação generalizada sobre o papel que as redes sociais vão desempenhar na atual campanha eleitoral dos Estados Unidos para os comícios presidenciais a 3 de novembro.

A campanha começou a 17 de Junho, mas arrancou definitivamente na sexta-feira passada, quando grandes marcas como Unilever, Coca-Cola, Honda, Verizon ou Levi Strauss deram o passo. São alguns dos maiores anunciantes do mundo e decidiram retirar toda a sua publicidade da plataforma, o que é um revés para o Facebook.

O despertar de Zuckerberg

A súbita retirada dos anunciantes provocou a reação há muito esperada do fundador e CEO da empresa, Mark Zuckerberg, que tem vindo a arrastar a questão há anos. O fundador recusou-se até agora a implementar controlos para evitar a intoxicação e a propagação de conspirações e discursos de ódio.

A plataforma vai agora remover anúncios que afirmam que pessoas de certas origens, etnias, nacionalidades, sexo ou orientação sexual representam uma ameaça para a segurança ou saúde de outras pessoas.

Mantenha-se informado das notícias mais relevantes em nosso canal Telegram