A forma como compramos e vendemos evoluiu a passos largos nos últimos anos, e em especial nos últimos meses. A transferência de utilizadores do comércio presencial para o canal online, está longe de ser a única mudança. Dentro da própria venda presencial, existem modificações e inovações que todas as empresas devem ter em conta se quiserem manter o seu lugar neste canal de compra.

Em primeiro lugar, relacionado com a transferência de compradores para o mundo online, é importante que as empresas tenham uma estratégia integrada de todos os seus canais, para que possam criar um processo de vendas completo desde a comunicação até à venda final do produto ou serviço pós-venda. Assim, cada utilizador vai poder decidir que canal prefere utilizar em cada etapa do seu processo de compra, aumentando a conveniência, a preferência da marca e, como resultado final, a conversão.


Em segundo lugar, existe o desafio da personalização, porque enquanto no mundo online pode ser mais fácil identificar um utilizador, fazê-lo quando chegam à nossa loja presencial é um pouco mais complexo. Para tal, os sistemas de fidelização podem ser utilizados para encorajar os utilizadores a fazerem um registo e identificação, de modo a que seja possível conhecer o seu comportamento através dos diferentes canais. Por exemplo, podemos estar interessados em saber que um utilizador que visitou o nosso site e acabou por comprar um produto na nossa loja, sendo assim capaz de distinguir entre as vendas perdidas e as que são simplesmente concluídas num local diferente. Isto pode dar-nos dados muito interessantes que nos vão ajudar a otimizar a jornada do cliente e a melhorar a experiência do utilizador.

Existem também formas de compra como o «click & collect», que permitem que um produto seja comprado online e depois recolhido na loja, reforçando a omnicanalidade acima referida e a capacidade do consumidor de mudar de um canal para outro com o mínimo de fricção possível.

Por outro lado, a tecnologia não só é útil quando há uma transferência entre canais, como também pode ser utilizada quando as compras são puramente físicas, dando mais facilidades ao utilizador. Por exemplo, já existem sistemas que permitem a digitalização direta dos produtos enquanto a compra é feita, seja através de aplicações móveis, leitores incorporados no carrinho de compras ou outros dispositivos que evitam longas filas para pagar, otimizando o tempo dos utilizadores e reduzindo os custos para a empresa.

Finalmente, a forma de pagamento está também a mudar para métodos mais confortáveis e seguros, e a segurança neste novo ambiente é dupla: proteger o dinheiro e os dados dos utilizadores, e proteger a sua saúde através da minimização do contacto. No primeiro caso, tecnologias como a tokenização, o uso de biometria para a autenticação de transações (imagine, por exemplo, pagar com a palma da mão) são úteis, que não só proporcionam segurança mas também rapidez e simplicidade para o cliente. No segundo caso, será essencial utilizar tecnologias sem contacto, seja através de cartões, telemóveis ou outros dispositivos inteligentes que permitam o pagamento sem necessidade de entrar em contacto com qualquer superfície ou através de métodos igualmente sem contacto, tais como a leitura de códigos QR.

De acordo com a Sipay:

Vivemos um momento cheio de oportunidades em que todos os dias nascem coisas novas e em que os projetos evoluem rapidamente graças à atitude de um consumidor que abraça as novas tecnologias e as adota como suas muito rapidamente. Este é também um grande desafio para as empresas, que devem permanecer vigilantes às mudanças e encontrar os fornecedores certos para as ajudar a adaptarem-se a elas com a rapidez que o mercado exige».

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