Espera-se que o volume de aplicações móveis descarregadas exceda os 268 mil milhões até 2017. O aumento contínuo do uso de smartphones levou precisamente a este crescimento constante das aplicações e, neste contexto, a S2 Grupo, empresa especializada em cibersegurança, alertou para a importância de prestar atenção à sua segurança para evitar possíveis «ciberperigos».

De acordo com uma pesquisa realizada no seu blog Hijosdigitales.es sobre segurança no uso de aplicações móveis, 45% das pessoas não verificam as permissões que as aplicações solicitam antes de instalá-las e estas muitas vezes permitem o acesso fácil a dados do utilizador, como a sua localização ou e-mail, o que é de grande valor para os seus programadores pois não tem necessidade de criar qualquer tecnologia para adquiri-los.

O problema reside principalmente no facto de existirem aplicações que excedem as suas permissões solicitadas e obtêm toda a informação armazenada na agenda, por exemplo, podendo aceder a dados de contactos e mesmo ler e-mails sem qualquer razão que o justifique, o que pode pôr em causa a privacidade das pessoas que as instalaram.

Além disso, o estudo também mostra que 48% dos utilizadores de smartphones deixam as configurações padrão de privacidade da própria aplicação e apenas 54% leem o aviso legal antes de instalar a aplicação.

Conselhos para usar as apps de forma segura

A equipa de especialistas do S2 Grupo elaborou uma lista de recomendações fundamentais para descarregar e utilizar as aplicações duma forma segura para proteger a privacidade dos utilizadores e evitar que os dispositivos sejam infetados por vírus:

45% das pessoas não verificam as permissões que as aplicações solicitam antes de instalá-las e estas muitas vezes permitem o acesso fácil a dados do utilizador Clic para tuitear
  1.   Configurar os dispositivos para não permitir a instalação de aplicações de origem desconhecida. Esta medida permitirá apenas a instalação de aplicações a partir da loja oficial, o que proporciona maior segurança porque as aplicações não oficiais podem conter funções ocultas, como vírus.
  2.   Atualizações das aplicações. As atualizações das aplicações geralmente respondem a melhorias no seu sistema de segurança, por isso é recomendável ajustar o dispositivo para que elas sejam feitas automaticamente. A fim de evitar o consumo exagerado de dados, é possível indicar que estas atualizações são realizadas apenas quando o telemóvel está ligado a uma rede wi-fi.
  3.   Rever periodicamente as permissões concedidas às redes sociais. Podem fazer concessões para necessidades específicas e esquecê-las. Isso pode permitir que os programadores leiam informações silenciosamente durante anos.
  4.   Preservar a nossa privacidade – As permissões mais comuns são ler os nossos arquivos (fotos e vídeos), conhecer a nossa localização, aceder a mensagens e e-mails, ler os nossos contatos e escrever e publicar com nosso nome enma rede social. Para preservar a nossa privacidade, é aconselhável aceder à área de configurações do telefone e remover as aplicações e permissões que consideramos inapropriados.
  5.   Permissões coerentes com a função que a aplicação irá executar – Por exemplo, normalmente permitimos que a aplicação Whatsapp aceda à câmara ou o cartão SD porque é uma ferramenta de mensagens. No entanto, se instalarmos uma aplicação de lanterna, não é «normal» pedir permissão para enviar SMS ou fazer chamadas, pois isso poderá ser feito de forma oculta e aumentar consideravelmente a conta telefónica.
  6.   Antes de instalar a app, leia a lista de permissões solicitadas.
  7.   Uma vez instalada, verifique nas «definições» as permissões que foram realmente concedidas – É interessante realizar esta verificação para se certificar de que coincide com a informação fornecida antes de fazer o download.
  8.   Instalar um antivírus – A cada ano surgem novas variantes de vírus destinadas a atacar diretamente os telemóveis, por isso é imprescindível ter um antivírus que analise a adequação das aplicações cada vez que as baixamos.

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