5 formas de as empresas pouparem no contexto inflacionário

O contexto económico atual, e o aumento da inflação que se atravessa, exige das empresas uma redução dos seus custos. Num contexto de crise, a tendência é para cortar em recursos humanos ou em outros custos de forma pouco estratégica. No entanto, esta decisão pode revelar-se danosa no médio prazo, prejudicando o próprio negócio.

O primeiro foco das empresas deve ser a gestão de compras, que é frequentemente uma das formas mais rápidas e eficazes de reduzir custos e obter liquidez. No entanto, esta opção nem sempre é considerada, quer seja pela falta de tempo, de recursos ou de know-how.

Existem até alguns mitos que importa desconstruir, como, por exemplo, o de que a experiência numa determinada área de compras garante as melhores condições em qualquer categoria de custos, o de que os acordos globais são sempre melhores do que os locais, ou o de que ter um fornecedor mais antigo se traduz sempre num melhor preço e serviço.

Expense Reduction Analysts, consultora especializada na otimização de custos, revelou cinco formas de as empresas pouparem no contexto inflacionário:

1. Reavaliar custo a custo:
Fazer uma revisão profunda e sustentada das compras em determinadas áreas de custo. Começar por detalhar os custos existentes e sondar o mercado, para perceber que adaptações devem ser feitas para gerar liquidez. Questionar o status quo é o primeiro passo para o processo de controlo de custos nas empresas: quais são os que podem ser otimizados? Em que categoria está a ser alocada uma maior fatia do orçamento? Existem oportunidades de poupança que não comprometem as metas de vendas? Que pressupostos ou “mitos” na nossa gestão das compras devemos questionar?

2. Olhar para os fornecedores como parceiros de negócio:
Na relação com fornecedores, é importante ser assertivo e ter uma visão de parceria e crescimento mútuo. Por isso, as empresas devem propor sempre acordos win-win que permitam reduzir custos, mas que garantam a sustentabilidade de ambas as partes.

3. Não colocar em risco a operação:
O objetivo das empresas será sempre reduzir custos sem afetar a operação. Segundo o Princípio de Pareto, geralmente, 80% dos custos de uma empresa estão alocados a cerca de 20% dos fornecedores, sendo que, na maioria dos casos, estes 20% são indispensáveis ao seu negócio. Por isso, é importante fazer uma gestão estratégica e planificada dos custos, assegurando a qualidade e o funcionamento da cadeia de abastecimento, que, em muitos casos, está já fortemente pressionada pela entropia provocada pela pandemia.

4. Olhar além dos custos centrais:
Tipicamente, os custos centrais ou core das empresas já são alvo de uma análise e investimento de recursos significativo. No entanto, nem todas são geridas com o mesmo rigor, quer seja por falta de tempo, de competências internas ou de benchmark das melhores práticas de mercado. É importante reverter esta situação, uma vez que, parte importante da otimização de custos pode vir da gestão aprofundada destas compras. Alguns exemplos destas áreas são a gestão de frota, a energia, os transportes, a logística, as limpezas, o IT, os custos bancários, os materiais promocionais e as embalagens.

5. Avaliar regularmente os contratos:
É crucial que as empresas façam uma reavaliação regular dos contratos, de modo a detetar o máximo de oportunidades de poupança.
Segundo João Costa, Country Manager da Expense Reduction Analysts, “independentemente do setor ou da indústria, o equilíbrio entre custos e liquidez determina a continuidade dos negócios e, por isso, deve ser uma prioridade urgente.”

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