Após os escândalos e controvérsias que envolveram o processo eleitoral americano, de onde saiu como presidente da Casa Branca Trump, a rede social Facebook afirma ter-se preparado para este ano eleitoral. À medida que a corrida se aproxima a plataforma esforçou-se por manter o seu foco em dois objetivos:

  • Ajudar mais americanos a se registrar e votar
  • Proteger a integridade da eleição lutando contra a interferência estrangeira, desinformação e supressão de eleitores.

Desde 2016 que a maior rede social do mundo tendo investido substancialmente, construindo equipas diversificadas, compostas por especialistas e legisladores. Desde então trabalharam em mais de 200 eleições em todo o mundo, tendo atualmente mais de 35.000 pessoas na empresa, focadas em questões de segurança e proteção.


Novas Medidas apresentadas pelo Facebook

O Facebook, criado por Mark Zuckerberg, anunciou então algumas maneiras, segundo as quais, pretendem proteger a integridade da eleição, garantindo que as pessoas tenham informação oficial mais recente sobre os resultados.

Ativação do centro de operações:

  • Em 2018 ocorreu o lançamento do denominado Centro de Operações Eleitorais, mesmo antes das eleições de meio mandato nos EUA. É de realçar que desde esta época a plataforma já disputou as principais eleições do Brasil, Índia, Europa, entre outras. Para manter uma evolução constante, aliou-se de diversos especialistas, cobrindo áreas como inteligência de ameaças, ciência de dados, engenharia, pesquisa, operações e equipas jurídica. Com a pandemia do COVID-19 o Centro de Operações Eleitorais teve a sua transferência para um espeço virtual, onde desde então exerce funções. A plataforma avança ainda que, atualmente estão a construir um sistema paralelo de revisão de postagens virais, para assim sinalizar conteúdos que apresentam probabilidade de se viralizar, avaliando-os, criando uma rede de segurança adicional.

Planejamento para resultados eleitorais:

  • A rede social, desde logo, alerta para uma maior demora na obtenção dos resultados eleitorais, desde logo pela existência da pandemia, mas também pelo aumento de votos realizados via correios. Assim sendo, a mesma acrescenta estar a preparar uma série de políticas e produtos para manter as pessoas informadas e evitar a disseminação de informações incorretas. Por exemplo, quando a votação for encerrada, o Facebook lançará uma notificação no topo da sua página e no Instagram, aplicando rótulos às postagens dos candidatos, direcionando assim as pessoas ao Centro de Informações sobre Votação para obterem mais informações sobre o processo de contagem de votos. Se por acaso algum candidato ou partido declarar vitória prematura, adicionarão informações mais específicas nas notificações, informando os utilizadores de que a contagem ainda está em aberto.

  • No caso de o candidato declarado vencedor pelos principais meios de comunicação for contestado por outro candidato ou partido, mostrar-se-á  o nome do vencedor com notificações no topo do Facebook e Instagram, bem como publicações de candidatos presidenciais, com o nome do vencedor declarado e um link para o Centro de Informações sobre Votação.

  • A adicionar a todas estas medidas, o Facebook está ainda a criar um anexo com rótulos informativos, onde se discutem questões de legitimidade da eleição, ou se identifica que métodos legais de votação, como cédulas pelo correio, que levarão à fraude. Além disso, embora os anúncios sejam uma forma importante de expressar voz, a plataforma planeja interromper temporariamente a veiculação de todas as questões sociais, anúncios eleitorais ou políticos nos Estados Unidos após o encerramento das urnas a 3 de novembro, para reduzir as oportunidades de confusão ou abuso.

Proibição de conteúdo adicional que visa intimidar eleitores:

  • Além das medidas já tomadas pela rede social Facebook, a mesma declara que também removerão chamadas quando estas apresentem linguagem militar, ou sugiram que o objetivo da mesma é de intimidação, controle ou exibição de poder sobre funcionários eleitorais ou eleitores.

Trabalhar com autoridades eleitorais e federais e estaduais para combater a interferência do eleitor:

  • A plataforma mantém os trabalhos coordenados com os procuradores-gerais estaduais e outras autoridades policiais federais, estaduais e locais responsáveis ​​pela proteção eleitoral. Quando se identificar a possível interferência do eleitor, procede-se á investigação, seguida de uma ação, caso seja necessário, estabelecendo fortes canais de comunicação para responder a ameaças relacionadas às eleições.

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