Boom do mercado em segunda mão em Espanha

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A startup de compra e venda online de roupa em segunda mão, Micolet, recebeu durante o período de quarentena, mais de 10.000 peças de vestuário para as suas lojas, localizadas em Bilbao. A «limpeza do armário» tornou-se uma atividade comum nas últimas semanas.

Esta plataforma recolhe a roupa em casa da pessoa que a vende e contribui ativamente para o processo de economia circular. As peças de vestuário não devem permanecer estagnadas, mas devem sim continuar a mover-se de modo a prolongar a sua vida útil, pelo que comprador tem agora a possibilidade de adicionar peças de vestuário ao cesto de compras e adiar o envio até 30 dias úteis. Será o comprador a escolher a data em que quer que a sua encomenda seja enviada, mantendo sempre as medidas de higiene e proteção.

«Estamos a receber diariamente 2 camiões de roupa, o que significa aproximadamente 10.000 peças de vestuário. Adaptámo-nos à situação abrindo uma nova opção no site onde o vestuário é reservado e temporariamente isolado antes de ser enviado, garantindo assim a segurança», explica Aritza Loroño, co-fundadora da Micolet, que garante que a mudança começou antes da COVID-19 e está relacionada com a consciência ambiental, que vai acelerar o negócio de segunda mão.

A empresa, que já opera em Portugal, França, Itália, Espanha, Reino Unido e Alemanha, pretende abrir na Bélgica em 2020 e na Holanda em 2021, consolidando a sua posição a nível europeu, uma vez que representa 30% das vendas, embora a ideia seja que no próximo ano represente mais de 50%.

A ideia surgiu por um casal sócio: «A casa deles estava cheia de roupas e acessórios que já não usavam, em muito bom estado, que podiam ter uma segunda vida no armário de outras pessoas! Mas não conseguia encontrar uma forma de colocar esses artigos à venda sem responder a todas as formalidades envolvidas», explica Aritza

Loroño, co-fundador da Micolet esclarece«O que acontece na maioria dos casos, com toda a roupa que não cabe no armário? É deitada fora!» A nível mundial, uma quantidade de roupa, o equivalente a um camião de lixo, é incinerada ou enterrada a cada segundo.

As conclusões do estudo Circular Fashion de 2019 indica que o vestuário que menos polui é o que já existe.

A Micolet quer tornar a revenda de moda tão simples, segura e moderna como a venda a retalho. A compra e venda de moda em segunda mão, tem como base a economia circular «No entanto, para que esta se enraíze, terá de haver uma consciência de sustentabilidade por parte dos consumidores de moda», diz Loroño, acrescentando: «Quando os clientes compram em segunda mão, estão a ajudar a garantir que a moda rápida não tenha de produzir uma nova peça de vestuário, um processo que, multiplicado por milhares, é a solução para mitigar os efeitos desta indústria que é já a segunda mais poluente do planeta»

A empresa realizou o seu estudo «Moda Circular 2019» a mulheres entre os 18 e os 65 anos de toda a Espanha e com uma fiabilidade de 95%, que reflete um domínio da moda rápida nos roupeiros, ocupando-os em 65%, tanto na sua versão High Street (Zara, Mango etc.) como na versão Low Cost (Primark, Aliexpres etc.). Além disso, esta liderança é declarada totalmente consolidada, pois 95% das mulheres são compradoras regulares de moda rápida e, entre elas, 83% afirmam que pretendem aumentar as suas despesas com estas cadeias.

No entanto, a população espanhola é apresentada como a mais consciente da Europa do problema ambiental e social que está a gerar a atual indústria da moda, e especialmente a moda rápida. Cerca de 90% dizem que consideram a sustentabilidade é importante quando tomam decisões de compra, que são 5 pontos acima da média europeia e 15% já tomam decisões de compra que dão prioridade à sustentabilidade. Apesar disso, 24% acredita que, embora estejam preocupados com a catástrofe ecológica, a moda sustentável não está ao seu alcance, especialmente por causa do preço.

Face à situação atual, a realidade é que as vendas da Inditex, Manga, H&M e Primark estão a aumentar em Espanha, mas o uso do vestuário diminuiu 36% nos últimos 15 anos. A circularidade é apresentada como a única solução para o inegável domínio da Moda Rápida. Trinta e oito por cento das mulheres espanholas já compram roupa em segunda mão, sendo que esta percentagem quase duplicou (70%) na geração mais jovem. Outra grande tendência observada: o minimalismo, que faz com que 40% das mulheres queiram reduzir o tamanho do seu guarda-roupa, no entanto, apenas 8,4% das peças de vestuário são vendidas. Este fenómeno propagou-se especialmente na cordilheira norte do país (País Basco, Navarra, La Rioja, Astúrias e Cantábria), onde a população tem uma maior tendência para dar uma segunda vida às peças de vestuário que já não utilizam graças ao mercado de segunda mão. O Norte é também onde as compras em segunda mão são mais bem-sucedidas.

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