Brasil: O que espera para entrar num mercado online de 100 milhões de e-shoppers?

O mercado brasileiro, com 200 milhões de habitantes, é 20 vezes superior ao mercado português com 10 milhões de habitantes, o que representa a possibilidade de escalar exponencialmente um negócio. Num país em que 80% da população tem acesso à Internet (um número bem acima da média global), o ecommerce cresce, anualmente, a dois dígitos. Em 2020 alavancado pela pandemia, o mercado brasileiro de ecommerce cresceu 41% e o número de  novos compradores online cresceu 23% em 2020, consolidando o Brasil como principal mercado de e-commerce latino-americano e mostrando que cada vez mais os brasileiros estão abertos ao consumo online. 

Atualmente, o mercado brasileiro é um dos mais interessantes a nível global, o Brasil está em 12° lugar entre as maiores economias em recuperação pós cenário de crise.

E, para além destes números, as previsões são que o ecommerce brasileiro atinja os 175.5 bilhões de reais (brasileiros) até 2024, representando um crescimento de 101% em relação ao realizado em 2020 (87,4 bilhões de reais).  

Além disso, os brasileiros são grandes consumidores cross-border, porque, como mostram os estudos, 86% dos e-shoppers realizam compras internacionais, especialmente em categorias como vestuário, electrónica ou calçado. Algumas das principais lojas onde eles gostam de comprar produtos são , Amazon, AliExpress, Shopee ou Shein. O segmento cross-border cresceu 76% em faturamento no ano de 2020. 

Todas estas características fazem do Brasil o terreno perfeito para a internacionalização do nosso comércio eletrónico. Embora se possa pensar que existem fatores que nos afastam deste mercado, Fernando Estevez Vazquez, responsável por parcerias globais do Bexs Banco, diz que existem mais semelhanças entre o Brasil e Portugal do que pensamos, mesmo «é mais fácil de adaptar do que com os países europeus«.

O mercado brasileiro está em dados semelhantes ao mercado europeu, um crescimento forte na compra online. O último relatório da Google indica que mais de 54% dos compradores online no brasil estão a comprar mais agora do que antes da pandemia. Também aumentou o uso e conexão com os dispositivos móveis para a Internet. E o ecommerce através de dispositivos aumentou 78% em receita». 

Fernando Estevez Vazquez, Responsável de Parcerias e Operações globais

Um salto de Portugal ao Brasil 

Qualquer mudança pode parecer assustador para um ecommerce, principalmente se é para o outro lado do oceano, com uma cultura diferente e um mercado monetário e legislativo desconhecido. Mas para um ecommerce português o mercado brasileiro pode apresentar algumas facilidades. “Para começar a semelhança cultural linguística, o esforço que uma empresa portuguesa tem que fazer entrar no mercado brasileiro não tem nada a ver com o esforço que tem que fazer para entrar num mercado europeu, que não se assemelham nada culturalmente» diz-nos Fernando Vazquez. Retirando esta vantagem óbvia, o grande número de compradores online, o interesse por comprar no estrangeiro e aumento- superior ao europeu- de adoção de novas tecnologias são atrativos do país com o maior número de falantes de língua portuguesa. 

Uma empresa portuguesa que queira crescer tem que nascer com a internacionalização no seu ADN, e o mercado brasileiro pode ser a escolha mais acertada. Existem muitas relações entre os países e pessoalmente acredito que deva ser a primeira opção de país para expansão dos negócios portugueses”

Fernando Estevez Vazquez, Responsável de Parcerias e Operações globais

Desafios ao entrar no mercado brasileiro e como ultrapassá-los 

Ter um parceiro no mercado brasileiro é a melhor estratégia de internacionalização, pois é um mercado com certas particularidades locais que este parceiro entenderá melhor. Ao entrar no mercado brasileiro um dos principais desafios está relacionado com o dinheiro: a moeda, o poder de compra e o pagamento. Existem formas de um comerciante se proteger para que este não seja um travão ao arranque para este mercado. Por exemplo, é necessário ter um parceiro para os métodos de pagamento, porque 80-85% dos cartões emitidos no Brasil não estão habilitados a fazer pagamentos em gateways internacionais. Fernando explica que isto impede que «o pagamento do cliente seja completado quando este quiser comprar no seu comércio eletrónico«. Por conseguinte, é muito importante ter um processador de pagamento local. 

“Não pode vender no Brasil se não tem uma parceria com uma empresa de processamento local porque existem sérias diferenças na hora de fazer o pagamento que na minha opinião é a parte mais importante da compra, a última milha que o utilizador transcorre para que conseguirmos o objetivo final que compre o produto”

Fernando Estevez Vazquez, Responsável de Parcerias e Operações globais

Um bom parceiro é o Bexs Banco que é considerado o pioneiro em pagamentos internacionais e câmbio para negócios digitais globais.  Por meio de uma integração via API, a solução Bexs oferece o acesso a todos os meios de pagamentos do Brasil, fazendo com que negócios internacionais atinjam os mais de 100 milhões de e-shoppers com os métodos de pagamento mais usados por eles. 

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É também uma das empresas que trabalha com a Pix, um meio de pagamento criado há um ano pelo Banco Central do Brasil para facilitar o pagamento a nível nacional e já conta com mais de 110 milhões de utilizadores únicos no Brasil, metade da população brasileira. 

A Bexs está atualmente em plena expansão, trabalhando com marcas em todo o mundo para as ajudar no seu processo de internacionalização, além de prover acesso para os brasileiros aos bens e serviços globais. Tem sido capaz de trabalhar com Tik Tok, ajudando-o a fazer pagamentos aos criadores de conteúdos brasileiros. 

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