A União Europeia rejeitou a proposta de regulamentação do conteúdo digital do gigante tecnológico Facebook; e advertiu-o de que deve fazer mais esforços em material ilegal nas suas plataformas.

Poucos dias antes de Bruxelas aprovar a sua estratégia digital, na qual irá propor a limitação da inteligência artificial em sectores considerados de «alto risco», o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, encontrou-se na segunda-feira em Bruxelas com altos funcionários da UE e estes recusaram a sua proposta sobre a regulamentação digital.

«É o Facebook que tem de se adaptar à UE, não o contrário«, disse o Comissário da UE para o Mercado Interno, Thyerry Breton. O alto funcionário também ameaça: «Se não se auto-regularem, serão regulados«.

A Comissão Europeia apelou a um «esforço extra para ajudar a defender» as democracias face às crescentes campanhas de desinformação.

A proposta de Zuckerberg

O fundador do Facebook argumenta que a regulamentação do conteúdo da sua plataforma deve ser global, e não nacional. Neste sentido, Zuckerberg apresentou um documento no qual sugere que as empresas digitais devem responder sobre os sistemas que possuem para combater conteúdos ilegais, mas que lhes deve ser oferecida uma certa flexibilidade.

Por exemplo, em termos de discurso de ódio, o comissário disse que «o Facebook explicou que já  usam aplicações de Inteligência Artificial para monitorizar o discurso de ódio. Veremos como funciona e o tê-lo-emos em conta, mas se virmos que não é o que precisamos para cumprir com nossas normas, regularemos. Também falamos da sua posição no mercado e ouvimos as suas ideias, e as conclusões são as mesmas, se não tivermos de regular«.

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