Echangeur Access Panel 2020 apresenta perfis de consumo dos portugueses

Para melhor compreender os consumidores e as suas necessidades, num contexto particularmente atípico, o Echangeur, um dos centros de investigação económica do departamento Prospetivo Cetelem – BNP Paribas Personal Finance, realizou o estudo Access Panel 2020 que inquiriu três mil indivíduos e traçou os “10 estilos de vida” mais comuns em Portugal, bem como as motivações e constrangimentos que guiam as suas decisões de consumo.

Cruzando critérios sociodemográficos com critérios orçamentais, o último estudo europeu Echangeur Access Panel 2020, do departamento Prospetivo Cetelem, sobre decisões orçamentais e dinâmicas de consumo, identificou 10 tipologias de consumidores em Portugal.

Fonte: Echangeur Access Panel 2020

De acordo com o inquérito, os agregados são constituídos em média por duas a três pessoas (2,7), com 22% das famílias a serem compostas por crianças com menos de 15 anos. A idade média da população é hoje de 49 anos, sendo que 34% dos inquiridos têm mais de 60 anos e apenas 16% menos de 29 anos.

O estudo analisa ainda o poder de compra, onde os casados vencem os solteiros e os idosos vencem os mais novos. Por um lado, os mais velhos e os casados têm um maior poder de compra, por outro, os jovens e os solteiros têm uma disponibilidade orçamental reduzida.

10 perfis e as suas motivações para o consumo em detalhe

Jovens em busca de experiência

Os jovens adultos despreocupados são estudantes ou inativos com menos de 30 anos, a maioria ainda mora com os pais. Procuram tempo, o seu desejo é a independência e dispõem de um orçamento pequeno.

Os jovens casais, com cerca de 38 anos de idade em média, com rendimentos relativamente baixos, dão preferência ao consumo de funcionalidade para neutralizar o peso das despesas que têm pré-alocadas. Altamente envolvidos digitalmente para otimizar o seu tempo e facilitar o dia-a-dia.

Pressionadas, Estrategas e Abastadas:

3 famílias que se diferenciam no nível conforto e margem orçamental, condicionando o seu consumo

As famílias pressionadas representam o perfil com orçamento mais restrito entre todos. Estas famílias estão em modo “sobrevivência”, e fazem consumos essenciais. Por isso, serão necessariamente sensíveis ao preço.

As famílias estrategas adotam um consumo otimizado e estão sempre em busca de bons negócios. Não hesitam em usar o crédito para financiar os seus projetos e usam a tecnologia digital com entusiasmo.

Beneficiadas pelo bem-estar financeiro, as famílias abastadas abordam o consumo de forma hedonista e desinibida. A sua margem de manobra orçamental permite que respondam ao seu desejo de empreender.

Trabalhadores solteiros: com restrições financeiras e tomadores de decisão únicos

Os trabalhadores solteiros vivem sozinhos, não têm dependentes e são os únicos a tomar as decisões sobre as suas vidas e o seu consumo. Sentem-se menos confortáveis com os seus rendimentos porque suportam as despesas sozinhos. Em relação às redes sociais, os consumidores deste grupo entendem a tecnologia digital principalmente como um meio de manter as suas conexões sociais.

Casais de meia-idade: nos 50 e com diferentes estilos de vida

Modestos de meia-idade: com rendimentos baixos e uma carga bastante elevada de despesas pré-alocadas, são proprietários das suas casas sendo que estão no processo de pagar os seus empréstimos à habitação. Embora sejam bastante conectados às redes sociais, estas famílias não estão particularmente ligadas às compras online. Procuram superar as limitações de tempo, mas permanecem fiéis ao consumo mais tradicional.

Já os casais ouro de meia-idade são as famílias com maior rendimento e riqueza do país. Metade já terminou o pagamento da hipoteca, o que é um dos corolários que lhes permite sentirem-se muito à vontade. Com uma capacidade de poupança significativa e longa vida, veem o consumo físico ou online como um prazer. Para eles, a tecnologia digital é uma excelente forma de fugir do quotidiano.

Idosos com pouco envolvimento digital

Os casais reformados geralmente têm um rendimento confortável. A maioria é proprietária das suas casas, sendo que a grande parte já terminou de pagar o empréstimo. Tendo um consumo racional e responsável, valorizam as compras de alimentos dos produtores locais. Devido à sua idade, são naturalmente menos digitalmente conectados do que o resto da população, embora a crise tenha mudado definitivamente as coisas, incentivando uma parte deles a confiar em serviços como o serviço de entrega de comida.

Por fim, os Idosos solitários são solteiros, ou divorciados ou viúvos. O peso das despesas pré-alocadas que têm sobre os ombros é próximo ao da população global. No entanto, isso não significa que idosos solitários não se sintam particularmente confortáveis com os seus rendimentos. Como vivem sozinhos, alguns deles estão a experienciar uma sensação de diminuição de rendimentos e do seu padrão de vida. A sua capacidade de poupança é relativamente baixa e têm de fazer escolhas no seu consumo, abordando-as de forma racional. Como os casais reformados, não são muito conectados e estão longe de novas formas de consumo.

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