O mundo está a dirigir-se no sentido do fitness e do saudável e durante a pandemia podemos ver isso nos stocks esgotados de materiais de desporto e o aumento nos suplementos nutritivos. A Zumub, loja online de produtos de suplementação, nutrição e alimentação saudável, é um desses casos que conseguiu retirar algo de bom desta situação. 

Na Ecommerce News Portugal tivemos a oportunidade de falar com o CEO/Fundador da Zumub, Urbano Veiga que uniu a sua formação em gestão com o seu grande interesse por desporto e suplementos e em 2010 fez nascer este negócio que se chamava “Suplementos Online” e em 2011 foi oficialmente lançado para o mercado.


Ecommerce News Portugal (EcN): O nome inicial e o actual são diferentes. Foi uma estratégia de marketing?

Urbano Veiga (UV): No início a loja online era uma loja de nicho, muito focado na área de suplementos e nutrição desportiva, inclusivamente o logótipo antigo era um boneco muito musculado. Nós começámos pelo mercado português, depois alargámos para o Brasil e em 2013 para Espanha mas foi quando entrámos em Itália que o nome deixou de fazer sentido. Criámos outro nome, adaptado, na expansão para França e Reino Unido e com isto já tínhamos três nomes, era complicado gerir o marketing e em 2016 optámos por um rebranding e tornámo-nos oficialmente a Zumub. Atualmente temos um site para todos (.com) onde é possível selecionar a língua, exceto em Itália, onde há o Zumub.it

EcN: Atualmente estão a vender em quantos países?

UV: Nós temos a capacidade de vender para o mundo todo, mas não temos encomendas para todos os países, todos os dias. Em termos de países já vendemos para muitos. Os nossos principais mercados são Portugal, Espanha, França e Itália. Em termos de mercados secundários são a Alemanha, Bélgica, Holanda, Reino Unido e Áustria. A Dinamarca e a Suíça também estão a crescer. Devido a este crescimento a nossa equipa também atingiu atualmente cerca de 35 elementos.  

EcN: Como é a logística nacional e internacional? 

UV: Temos um armazém em Portugal onde estão os produtos concentrados e depois distribuímos para o resto do mundo. Quando começámos o processo de internacionalização, a par de vender para Portugal e Espanha, desenvolvemos uma solução logística que nos permitiu poupar bastante a nível de custos de transporte. Como correu tão bem, resolvemos criar outra empresa dentro do grupo, a DELNEXT. Foi uma solução que foi criada para a Zumub mas que depois serviu para cerca de 100 outras empresas de ecommerce, algumas até concorrentes da nossa.

EcN: Em quantos dias garantem a entrega em Portugal e no estrangeiro? No mesmo tempo ou varia?

UV: Em Portugal é no dia seguinte. Já tivemos um serviço que aqui em Lisboa garantia entregas no próprio dia, de momento já não está ativo, o parceiro que fazia estas entregas teve que fazer algumas alterações no serviço devido à pandemia, mas consideramos retomar. 24 horas para o país todo, exceto ilhas. Espanha também é no dia seguinte. França entre 48h e 72h e depois a partir daí, quanto mais longe…Em regra geral entre 4 a 5 dias úteis para a Europa Ocidental.

EcN: Portugal é o país onde têm mais encomendas? E o segundo com mais encomendas?

UV: Neste Momento sim, mas há uns meses atrás não era. Portugal cresceu muito. O segundo é, provavelmente, França.

EcN: Como é que a pandemia vos afetou?

UV: Em março houve um grande período de incerteza com o fecho dos ginásios. Pouco tempo depois notámos o aumento da procura por suplementos de saúde como vitaminas e produtos para o sistema imunitário. Como o nosso negócio é muito sazonal, comparar o mês de março com julho é difícil, mas por exemplo em julho de 2019 vendemos cerca de 400 mil e em julho de 2020 vendemos cerca de 600 mil portanto foi um crescimento de 50% ao ano. Ainda não estudámos se o COVID foi responsável por este crescimento, mas pelo menos não nos afetou de maneira negativa.

EcN: Utilizam alguma ação de marketing específica neste período?

UV: Sim. A expansão de catálogo é algo que estamos sempre a fazer para termos uma oferta mais variada para os nossos clientes. Durante a fase inicial do Covid também começámos a vender mais produtos alimentares da área do saudável, já tínhamos a categoria mas aumentámos a oferta para mais de 1000 produtos nesta categoria. Também outras categorias como equipamentos de proteção pessoal, houve uma altura em que havia rutura de álcool gel e máscaras e nós conseguimos promover esses produtos. A nível de campanhas também fizemos promoção a nível de marketing digital mais para estes produtos para o sistema imunitário. 

Nós estamos em quase todos os canais de marketing digital, orgânico, publicidade paga, redes sociais, influenciadores, afiliados, parceiros, email… Fizemos um mix de tudo. A nível de campanhas específicas diria que são aquelas de produtos mais massificados, que tenham uma audiência grande e em que conseguimos fazer o targeting. E depois promoções, uma quebra de preços alta e grandes descontos chamam sempre a atenção.

EcN: O público português reage muito a descontos e promoções… 

UV: Sim, não só o português como o internacional.

EcN: Qual é o vosso tráfego atualmente?

UV: A nível de sessões, quase cerca de meio milhão de sessões por mês e tem acompanhado o aumento das vendas, apesar de não ser proporcional e o tráfego não ter aumentado tanto. Em mobile, e em termos de tráfego é bem mais do que metade, em termos de compras é um bocado menos de metade, mas é proporcional.

EcN: Em termos de métodos de pagamento proporcionam bastantes. Quais são os que têm disponíveis e qual é o mais utilizado em Portugal? E no estrangeiro?

UV: Em termos de opções tentamos ter todas. Vai desde o mais básico que é o pagamento na entrega até aos bitcoins, há um leque muito grande de opções. Falta o MB Way mas queremos ter em breve. Em termos de maior utilização o pagamento com cartão de crédito e multibanco são os vencedores. No estrangeiro, no Reino Unido e em França destaca-se o cartão de crédito mas por exemplo na Holanda é muito usual o Ideal.

EcN: O Google Pay faz parte das opções desde o início?

UV: O Google Pay está disponível desde o final do ano passado, início deste ano. Como está associado a uma wallet acaba por tornar os pagamentos por mobile mais práticos.

EcN: O pagamentos a partir de 2021 têm que estar sujeitos a uma autenticação forte.O cliente online português está preparado para tantos passos?

UV: Nós já estamos preparados para isso. Eu acho que os portugueses têm que estar. Numa óptica do utilizador é mais uma barreira mas na altura em que isso for obrigatório tem que aderir a estes mecanismos. Claro que era mais simples se não fosse assim.

EcN: Black Friday. Algum plano particular?

UV: Em todos os anos fazemos ações de promoção muito fortes, o ano passado batemos o record de vendas da empresa e esperamos este ano atingir novamente essa meta.

EcN: Quais sãos os objetivos para 2021?

UV: Estamos muito focados em produto, vendemos a nossa marca e mais 600 outras. Por um lado queremos expandir o catálogo e ter maior oferta. No início queríamos ser a Amazon dos suplementos e neste momento queremos ser a Amazon de tudo o que é saudável, temos muitas categorias novas nesse sentido. Dentro da nossa marca, queremos lançar mais produtos focados na qualidade. A nível de serviço, queremos oferecer menos tempo de entregas a nível internacional.

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