A proposta de banir a Black Friday, assim como a Cyber Monday, irá ser votada dia 9 de dezembro no parlamento francês e apoia-se na lei anti desperdício. Um estudo da associação de consumidores UFC-Que Choisir mostra que o aumento dos preços nos dias anteriores a estas datas leva a que o cliente não beneficie realmente de um desconto e que, em média, esse valor promocional não ultrapassa os 2% por cliente. O objetivo da proposta é passar a considerar-se estes eventos como “práticas comerciais agressivas”, punidas por lei em França com sentenças de prisão até dois anos e multas até 300 mil euros.

Para além disto a ministra da Transição Ecológica, Elisabeth Borne, já alertou para as consequências negativas desta ação promocional e para a impossibilidade de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e promover o consumo desenfreado, ao mesmo tempo, “acima de tudo, necessitamos de consumir melhor”, afirma.

Em contrapartida a autoridade da publicidade francesa, a ARPP, acredita já existe um quadro legal suficiente para este tipo de ações promocionais e esta proposta poderá entrar em conflito com a legislação europeia.

Em França, a Black Friday nasceu em 2013 e desde então não tem parado de crescer, tendo este ano atingindo um recorde de 57 milhões de pagamentos com cartão. Uma subida significativa em relação aos 50,3 milhões em 2018. Em relação aos valores totais os analistas estimam também um recorde de 5,9 mil milhões de euros, mais 4% que no ano passado.

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