Desde que a Internet nasceu, o ecossistema mudou bastante. Ano após ano, tornou-se uma fonte de receitas consideráveis para os anunciantes e editores, e as estratégias têm-na acompanhado com um único objetivo: satisfazer as necessidades do utilizador. Este último, por sua vez, também evoluiu, adaptando-se a este ecossistema, tornando-se cada vez mais perito em navegar nele e, portanto, cada vez mais crítico em relação ao conteúdo que espera encontrar.

Passado: a evolução do marketing de conteúdo

Na década de 2000, algumas marcas passaram a utilizar vários canais de comunicação digital para captar a atenção dos utilizadores. Assim, o conteúdo tem gradualmente feito uma lacuna, alcançando outros canais, tais como Email Marketing ou Display, para posterormente, dividir-se numa infinidade de sub-verticais.

Em 2005, o vídeo tornou-se viral. Um provedor de serviços envia um e-mail para vários administradores de empresas de tecnologia para promover os seus novos produtos através de um vídeo divertido. O impacto é tão grande que a ação alcança resultados inesperados e alguns meses depois nasce o YouTube.

Por outro lado, as redes sociais são uma das melhores invenções do século. Desde 2006, o Twitter e o Facebook tornaram-se o must-have da nossa sociedade, e esta é uma oportunidade para os anunciantes interagirem com o cliente. Conectar-se com os clientes em todo o processo de compra e oferecer orientação e aconselhamento à medida que eles avançam é um aspeto único das plataformas como as redes sociais das quais as marcas estão a saber aproveitar-se.

Em 2008, as principais marcas começam a usar códigos QR para promover novos produtos ou estrelas. A estreia foi de Ralph Lauren que para a sua nova campanha, criou uma mobile web para a ocasião.

E já no final de 2000, o marketing de conteúdo tornou-se um tema de máximo interesse. Vários autores propõem guias para começar e assim especializar-se no conteúdo.

Desde então, o marketing de conteúdos evoluiu consideravelmente, devido à qualidade dos seus espaços e formatos publicitários, com o objetivo de satisfazer os interesses do leitor com informação qualitativa e transparente. No entanto, no setor de afiliação e por um longo tempo, o problema do subvertido tem sido não ter o sucesso esperado devido ao seu tradicional Modelo de Negócio – CPA Last-Click que não era interessante nem rentável para os próprios atores (grupos editoriais e páginas de conteúdo editorial).

Mas hoje em dia, a situação está a mudar e o sector está a adaptar-se às necessidades do mercado. Com efeito, existem vários meios de comunicação que sublinham a importância do conteúdo, do tráfego e do volume de vendas que podem ser reforçados pelo facto de estarem no início da conversão por funil. Na Awin, sabemos a importância e o peso que estes atores têm na nossa procura de performance para os nossos anunciantes. Neste sentido, disponibilizamos aos nossos afiliados a possibilidade de valorizar a assiduidade ou a participação deste tipo de afiliados, medindo e analisando o seu impacto nas vendas e remunerando-os por isso com a nossa funcionalidade de pagamento por assistência (Pay per Assist).

2018 RESULTADOS

Presente: Qual o nível de importância que hoje em dia atinge o Marketing de conteúdo na Awin?

Focando-nos principalmente no desempenho do marketing de conteúdo do país vizinho, percebemos que as principais cidades fazem parte do Top 5: Madrid e Barcelona, logicamente, alcançam quase 30% das vendas geradas em 2018. Valência, Sevilha e Málaga completam o pódio com 3,6%, 3,3% e 2,6% respetivamente.

Mas se entrarmos um pouco mais em detalhe com foco no impacto nas vendas geradas por sub-vertical, o marketing de conteúdo é o segundo gerador de vendas em Awin, como mostra o gráfico de pizza (1/5 do total de vendas no período analisado), atrás dos códigos de desconto (28%).

Não obstante, como podemos ver no gráfico de barras, a sazonalidade é bastante semelhante à dos CdDcódigos de desconto, sendo importante nos períodos de vendas mais importantes do ano (principalmente nos Reis, saldos de Inverno e Verão). Sabemos também que, nesta época do ano, o conteúdo tem um papel muito importante, pois é ele quem, na maioria dos casos, abre o funil para o investimento final. Faz todo o sentido saber que os influencers, que fazem parte da sub-vertical, hoje têm um papel muito importante e certamente ainda mais nos próximos anos.

E se nos focarmos nas indústrias que geram mais vendas, vemos que há uma relação com o gráfico acima: Retail & Shopping é o maior gerador de vendas da indústria com 41%. Compete com a Travel, que gera quase 40%. Na verdade, o que mais nos interessa aqui é focar nas subindústrias, para destacar o tipo de produto que funciona melhor. E embora isto nos possa surpreender, o produto rei no Retail & Shopping não são os artigos de moda (Vestuário 8,6% das vendas) mas sim a Electronic superstore (13,3%). Assim, podemos intuir que os utilizadores aproveitam os períodos de saldos para comprar materiais em vez de roupas. «Afinal, os produtos de moda fazem parte de um investimento regular ao longo do ano, sendo a cesta média de compras de dispositivos eletrónicos normalmente maior e, portanto, maior poupança nos eventos marcantes do ano«, diz Didier Nury, Team Lead Business Intelligence in Awin).

Voltando aos influenciadores, todos conhecemos o peso do telemóvel, que nos últimos anos tornou-se a sua principal ferramenta de trabalho. É uma realidade evidente nos resultados dos últimos anos. Em 2018, o dispositivo gerou 40% das vendas em marketing de conteúdo (+13,1pp – pontos percentuais – em dois anos), enquanto o desktop que embora tenha gerado 55,5% dos dados, estão em queda livre em relação ao ano anterior (-11,6pps).

Entrando em mais detalhes na distribuição mensal das vendas por dispositivo, vemos novamente, que tudo está sincronizado com a sazonalidade: pico no Q1 por causa dos Reis e dos saldos de inverno. O volume diminui significativamente em maio para voltar a aumentar ligeiramente a partir de agosto (descontos de Verão e regresso às aulas).

Todos estes sinais demonstram o crescente peso do conteúdo de afiliação nos últimos anos e a ambição do subvertical. Deve-se mencionar que estamos conscientes de que trabalhar com novos afiliados de conteúdo é um longo processo antes de podermos alcançar rentabilidade nos resultados, mas graças à nossa colaboração com afiliados do vertical, na Awin podemos demonstrar que, com um bom plano de ação, podem ser alcançados resultados muito positivos se tivermos uma oferta alinhada com as expectativas dos mercados e dos seus utilizadores.

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