Lisboa abriu portas ao Portugal Digital Summit durante os dias 22 e 23 de outubro. O evento é dedicado ao processo de transição digital pelo qual o país está atravessar e teve como país convidado a Alemanha contanto com o embaixador alemão e o embaixador alemão para o digital.

Durante a sessão Superfast & Agile digital business (Negócios digitais super-rápidos e ágeis) apresentaram-se as tecnologias que as empresas presentes estão a integrar para se acelerarem os seus processos e culturas e ao mesmo tempo se tonarem mais inovadoras.

Segundo Bernardo Correia, Country Manager Portugal da Google Portugal, o digital tem um impacto direto e indireto na economia de um país. No caso de Portugal o impacto direto é cerca de 5% do PIB o equivalente a 9 milhões de euros. Em Portugal o peso do digital começa a ter alguma expressão, mas ainda está aquém da média europeia que está nos 7,9%. Indiretamente o impacto equivale a 25 mil milhões de euros.

Bernardo Correia afirma que a subida de 1,5% nos próximos 5 anos poderia significar 20 mil milhões de euros adicionais na economia portuguesa e desde a Google estão a fazer a sua contribuição com vista à aceleração do ecossistema digital do país com dois projetos:

Na Altice Portugal estão em investir na inovação tecnológica como forma de contributo na jornada de digitalização do país. “Temos um centro de investigação aplicada em Aveiro. Os nossos laboratórios estão conectados com a academia (universidades) para aproveitar os talentos e capacidades das raízes de Portugal” disse Alexandre Matos, Chief Financial Officer da Altice Portugal.

A digitalização de Portugal tem que ser um projeto conjunto de todo a nação e nesse sentido a antiga PT, atual Altice procura inovar através dos seus centros, mas também com parceiros que queiram desenvolver sistemas de automatização e robotização. Para Alexandre Matos o foco tem que estar na previsibilidade e o grande desafio que se põe é “desburocratizar e simplificar para aumentar a rapidez dos processos e essa é a nossa meta”.

Na Altice não foi fácil largar as faturas em papel seja pelos sistemas internos ou por fatores externos como o facto de nem toda a população portuguesa ter contacto com digital, mas atualmente já extinguimos 60% das faturas em papel e com isto poupámos 6 milhões de euros.

Para o futuro, “o próximo passo é cobrir Portugal com infrasesturturas e equipamentos e tecnologia 5G” afirma Alexandre Matos.

 No sector da banca foram apresentados os casos do Millenium BCP e da Revout. No Millenium sentiu-se a necessidade de começar um projeto do zero devido às dificuldades de adaptação que apareceram à medida que iam digitalizando os seus sistemas. Maria José Campos, Executive Board Member doMillennium BCP apresentou as características fundamentais para obter vantagem digital:

  • Plataforma de experiência digital comprovada no futuro
  • Salto eficiente para a Automação & IA
  • Plataforma escalável e ágil para ganhar ecossistemas
  • Plataforma de dados empresariais em tempo real
  • Jornada para a construção da infraestrutura de cloud
  • Cibersegurança

Do outro lado, Ricardo Macieira, Country Director Portugal da Revolut apresentou uma alternativa digital à banca tradicional. A Revolut surgiu como necessidade de simplificar a gestão das finanças principalmente da geração mais jovem, os millennials, que são o publico alvo da empresa. O panorama mundial está a mudar e 57% dos millennials já compram o produto online tendo um impacto enorme na economia mundial.

Como é que conseguimos pegar neste público e fazê-lo nosso? Tornando-nos viral. Como?” Criaram uma série de características que vão de encontro às necessidades desta geração como a possibilidade de criar cartões virtuais, a flexibilidade de uso de cartões, dividir contas, pedir e enviar dinheiro e a rapidez dos processos e de respostas a problemas. Com 4 anos de existência a Revolut tem tido bastante sucesso e com uma rede de apenas 1350 empregados.

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