Lisboa abriu portas por dois dias ao Portugal Digital Summit, um dos eventos de referência, promovido e realizado anualmente pela ACEPI desde 2003. Este ano, 2019, teve a Alemanha como país convidado.

Durante a sessão de abertura a palavra de ordem foi transformação digital. Alexandre Nilo Fonseca, Presidente da ACEPI (Associação da Economia Digital) falou na evolução digital de Portugal desde o aparecimento da internet em 1989 até os dias de hoje e quais as possibilidades e desafios que o futuro reserva aos portugueses.

A maneira como compramos e interagimos mudou” explicou Alexandre Nilo Fonseca.  Existe uma necessidade de adaptação a esta nova realidade cada vez mais digital. Em Portugal muitas pequenas e médias empresas ainda não estão no digital e as grandes empresas vêm algumas barreiras à transformação digital como recursos humanos especializados, custos elevados, prioridades não definidas e falta de conhecimento sobre as tecnologias.

A ACEPI criou o programa “COMERCIODIGITAL.PT” com intuito de incentivar os pequenos comerciantes a entrar na transição digital e tem como metas principais fazer com que 50.000 PMEs tenham uma presença digital básica até 2021, fomentar roadshows em 150 locais (foi iniciado em fevereiro deste ano) e criar uma rede de 100 parceiros que incluam associações de comércio, municípios locais, parceiros tecnológicos entre outros.

Apesar das dificuldades, os números indicam que a sociedade portuguesa está a desenvolver-se no sentido da digitalização. A quantidade de pessoas a utilizar a internet está a aproximar-se rapidamente da média Europeia, com cerca de 50% dessas pessoas a fazerem compras online. Um dado menos positivo apresentado por Alexandre Nilo Fonseca foi a proveniência dessas compras, maioritariamente da China, Espanha e Reino Unido.

O Ministro da Economia e da Transição Digital, Pedro Siza Vieira, reforçou a importância do desafio que é a transição digital. O smartphone teve um grande impacto nas nossas vidas. Hoje fazemos no telemóvel o que há uma década atrás seria inconcebível, encomendamos comida, acedemos a contas bancárias, vemos televisão, filmes, contactamos à distância, marcamos viagens, fazemos processamentos financeiros massivos, entre muitas outras coisas do nosso dia a dia.

“A mudança foi tão rápida que alterou a forma como nos relacionamos uns com os outros e com as máquinas e levou-nos a refletir sobre o que é ser humano e a pensar no planeta e na sua sustentabilidade” afirmou Siza Vieira. Clic para tuitear

As empresas têm que perceber o ambiente digital. As que o fizerem irão adaptar-se a este novo paradigma e criarão novos modelos de negócios, os que não souberem fazê-lo têm o destino da blackberry, desaparecer.

Siza Vieira conclui com a necessidade de ter pessoas qualificadas para trabalhar estes novos modelos de negócio e a necessidade de “não perder de vista o que significa ser humano” para seguir este processo de transformação digital.

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