No final de setembro de 2020, a rede social Twitter começou a receber algumas queixas relativamente ao seu algoritmo.

A ferramenta de corte automático do Twitter, usada para destacar as partes mais importantes de uma fotografia, como caras, não funciona sempre em indivíduos negros.

Colin Madland, um estudante de doutoramento na Universidade de Virginia, no Canadá, foi o primeiro a detetar este problema. Quando Madland, que é branco, publicou imagens de uma videoconferência com um colega negro. O Twitter editou a fotografia para se focar apenas na cara de Madland.

Após esta publicação, foram várias as pessoas que começaram a testar esta teoria e, na maioria das vezes, o Twitter selecionava a cara do indivíduo branco. Coincidência?

Estou tão irritado com isto como toda a gente. Contudo, estou numa posição para corrigir isto e é o que vou fazer.

Dantley Davis, Diretor de design do Twitter

As reclamações dos utilizadores sobre o corte automático das imagens do Twitter obrigam a empresa a modificar o seu algoritmo para evitar que ocorram situações consideradas racistas.

A polémica que surgiu depois deste tweet denotou que quando uma publicação continha uma fotografia demasiado grande para esta rede, o algoritmo do Twitter recortava a imagem automaticamente, dando prioridade às partes da imagem onde apareciam os indivíduos brancos.

Diversos estudos mostraram que a seleção feita pelo  algoritmo realçava as fotos de brancos em detrimento de negros, como foram exemplo os testes feitos com imagens dos rostos do ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e do senador republicano, Mitch McConnell.

 A nossa equipa testa [os modelos de algoritmos] para casos de viés antes de os lançar e não encontrou provas de preconceito racial ou de género. Mas é claro pelos exemplos que temos mais análises a fazer.

porta-voz do Twitter em declarações à imprensa.

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