Pode ser que não sejas fã de conselhos em geral, mas há algumas regras e estratégias básicas para quase tudo. Estas boas práticas de e-mail marketing não garantem o sucesso, desconfia de quem tee dá tantas garantias, mas será um bom ponto de partida.

Vamos ver o que podemos fazer com as campanhas de e-mail em massa.

#1 – Usa uma plataforma profissional

Este é o primeiro erro de principiante que muitas empresas cometem. Tentar fazer tudo «em casa» e os meios caseiros não são uma boa ideia no caso específico do e-mail marketing.

Vai para além de uma questão muito óbvia de imagem, é que optar por realçar os mailings do teu cliente desde o email da empresa e com o IP do teu escritório influencia diretamente nos resultados da campanha.

É mais provável acabares na pasta de SPAM pelo que as tuas taxas de entrega e abertura serão drasticamente reduzidas e não queiras que o teu IP termine numa lista negra de spammers, nesse caso isso complica toda a gestão do e-mail da empresa.

#2 -Cria uma base de assinantes confiável

A base de dados com o qual compões as tuas listas de emails é fundamental. Não te sintas tentado a usar ou comprar bases de dados de origem duvidosa porque a tua estratégia não funcionará. É muito melhor trabalhares a tua própria captação, mesmo que isso signifique um crescimento mais lento.

Usa estratégias como os populares lead magnets com os quais, em troca da inscrição na lista de endereços, o utilizador recebe uma vantagem. O que podes oferecer como um íman de leads? Há basicamente duas linhas:

  •         Infoprodutos: supõem um investimento económico mínimo, embora geralmente impliquem recursos de outro tipo, especialmente horas de trabalho. Podem variar entre um eBook ou uma reportagem até um curso de vídeo exclusivo para esses novos assinantes.
  •         Promoções: mata dois coelhos com uma só cajadada. Enquanto fazes com que o utilizador se inscreva, oferece-lhe crédito na loja para a sua primeira compra (por exemplo).

Além deste lead magnets não te esqueças de usar tudo no teu poder para que, de forma integrada e sem prejudicar a navegação ou dificultar a conversão, qualquer um se possa inscrever. Usa formulários, banners, intenções de saída ou, melhor ainda, tenta todos para ver qual deles funciona melhor para ti (Não precisas que te digam não à vez, não é?).

#3 – Personaliza

Não me refiro àquela coisa do «Olá, *|FULLNAME|*. Temos uma oferta exclusiva para ti”.

Obter o primeiro e último nome de um assinante é muito simples e se isso é tudo em que te vais basear para a tua estratégia de personalização, vais ficar com algo muito superficial.

O que estou a falar é de ir a um nível mais profundo que só pode ser alcançado através da segmentação.

É imperativo que obtenhas listas que tenham grande consistência. Tem que ser formado por utilizadores que estão diretamente relacionados por alguma variável estratégica. Alguns exemplos:

  •         Segmentação sociodemográfica: variáveis como sexo ou faixa etária são bastante básicas, mas podem guiá-lo ao procurar o tom e o conteúdo de suas promoções ou newsletters.
  •         Com base nas compras anteriores: se souberes o que comprou noutra altura, poderás elaborar diferentes estratégias: estimular a rotação no caso de produtos «consumíveis» (um e-mail que o leva a reabastecer), cross-selling (se comprou A talvez esteja interessado no produto complementar B) e Upselling (por apenas mais 3€ por mês obtém o plano premium).
  •         Inatividade: quando já passou algum tempo desde a sua última compra, podes enviar um e-mail para tentar reativar esse cliente. É possível ter listas com diferentes períodos de inatividade (1-3-6-12 meses) e propor estratégias diferentes.

Há espaço para tantas segmentações como há fatores envolvidos na conversão. Pensa que quanto mais ajustares as tuas listas de endereços, mais capaz serás de orientar cada elemento da tua campanha.

#4 – Cuidar do conteúdo

Agora que tens uma segmentação clara e já sabes a quem te dirigir, é hora de cuidar do “quê”.

Começa pelo tema ou assunto. Já dissemos que personalizar é uma boa ideia. No meio de tantos mails somos mais reativos a uma mensagem que nos é dirigida de modo particular e que nos chama pelo nosso nome. Cuida do Assunto porque é o primeiro impacto e o que marca se o correio será aberto ou não. Tenta que ele prenda a atenção do leitor e explica claramente o que estamos a oferecer. É melhor expor o que o utilizador vai obter do que as características do produto ou serviço.

Para a mensagem em si eu recomendo novamente que uses uma plataforma de e-mail marketing. Eu uso o Acumbamail entre outras coisas porque é fácil montar e-mails HTML com seu editor drag and drop.

A questão do uso de templates HTML não é menor, tem em mente que os clientes de e-mail bloqueiam imagens pelo que perdes parte da informação e, o que é mais importante: cada vez mais os e-mails são abertos a partir do telemóvel e é a melhor maneira de criar um conteúdo friendly.

Este é quase mais um conselho em si mesmo, mas está tão relacionado com o conteúdo que vamos colocá-lo sob este título: faz testes. A melhor coisa é dividir uma lista com a mesma segmentação e enviar um e-mail com pequenas variações (um título, legenda, imagem, chamada à ação, o maior botão…) e então verificar qual deles funcionou melhor.

Vais achar muito útil usar os relatórios da tua ferramenta de e-mail marketing e da tua ferramenta de análise para saber o que podes provar. Não pares este ciclo e continua a testar: não há melhor truque.

#5 – Use e-mails transacionais com sabedoria

Os e-mails que são enviados automaticamente como resultado de uma ação de um cliente, como um registo ou uma compra, representam uma oportunidade de estabelecer contato ou fortalecer a relação cliente-marca.

É também uma forma muito eficaz de conseguir mais. Talvez o cliente que comprou uma câmara não tenha pensado num seguro para a mesma. Prevês quando receberá a câmara e escreves para saber a sua opinião e no processo relembras novamente a possibilidade de fazer um seguro, talvez pense nisso, não acha?

De qualquer forma, o e-mail transacional que mais influencia a conversão é a recuperação de carrinhos abandonados. Ficarás surpreendido ao ver os bons resultados de perguntar àqueles que deixaram a sua compra inacabada.

Estas são algumas boas práticas em e-mail marketing, o que achas?

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