Os espanhóis gastam muito no Natal. De acordo com o último estudo sobre o consumo de Natal realizado pela Deloitte, os gastos por família em 2016 foram de 682 euros, mais 4% do que o desembolso feito em 2015 e o mais elevado dos últimos 7 anos. É uma época que tem um grande número de datas marcadas de compras em massa, desde Black Friday e Cyber Monday até aos saldos pós-natal.

Os retalhistas estão a preparar-se para enfrentar um grande crescimento nos últimos meses do ano, o que significa que a opção de oferecer novos modelos de entrega está a tornar-se a chave para entender o presente e o futuro dos retalhistas.

Atualmente vivemos na chamada now economy, onde os consumidores esperam opções de entrega mais rápidas e flexíveis. Porquê esperar alguns dias quando podes ter o teu produto antes? Marcas como a Amazon estão a tentar satisfazer estas expectativas, oferecendo aos consumidores uma gama de entrega no mesmo dia ou no dia seguinte. Mas para algumas pessoas isto não é suficiente. Os consumidores querem ter a opção de uma entrega «à la carte» ou poder receber os seus produtos no prazo de uma hora. Mas, do ponto de vista dos retalhistas, a preocupação é manter a competitividade neste novo cenário.

Há várias razões pelas quais os retalhistas estão a adotar a entrega on-demand:

  1.   Melhor experiência de compra: Todos sabemos que a vida na cidade é muito agitada. As pessoas de Madrid e Barcelona, por exemplo, são as que passam mais tempo em deslocamentos todos os dias, com uma média de 62 e 49 minutos. Longos horários de trabalho e compromissos sociais significam que os consumidores precisam de opções de entrega flexíveis que se adaptem ao seu estilo de vida, e não o contrário. Um relatório recente da Stuart mostrou que 79% dos compradores online mudariam da loja habitual se esta não oferecesse um método de entrega adaptado à sua conveniência. A opção de entrega «a la carte» proporciona aos clientes flexibilidade na data e hora que melhor se adapta às suas necessidades, garantindo uma grande experiência de compra e aumentando a fidelidade à marca.
  2.   Manter-se competitivo: O panorama das grandes cidades está a mudar, as pequenas e médias lojas têm que fechar, além do número de novas aberturas continuar a crescer.Para se manterem competitivas, as grandes empresas estão a fazer investimentos significativos em tecnologia e abordagens logísticas para se adaptarem aos novos tempos. Mas agora, esse serviço de entrega «a la carte» não se limita aos grandes retalhistas, também pode ser adotado por lojas mais pequenas e assim competir contra os Golias da indústria.
  1.   Novos hábitos do consumidor. A exigência de novas opções de entrega tem sido impulsionada por uma grande mudança nos hábitos de compra dos consumidores. A Web e a tecnologia móvel deram-lhes o poder de estar a apenas alguns cliques de distância de comprar o que querem, na verdade, 54% dos espanhóis compraram on-line em 2016. Para lhe dar uma ideia, as pessoas com idades compreendidas entre os 35 e os 40 anos têm uma despesa online mensal de quase 200 euros, de acordo com estudos recentes. É evidente que o modelo de ecommerce já é uma realidade e cabe aos retalhistas adaptarem-se o melhor que puderem a estes novos hábitos de compra.
  2.   Os consumidores estão dispostos a gastar mais para uma entrega personalizada. Diante este novo cenário, os consumidores querem que a sua loja de confiança ofereça serviços de entrega adaptados às suas necessidades. Os pontos de recolha e as opções de entrega durante a noite já não são suficientes. O estudo de Stuart mostra que os consumidores estão dispostos a gastar mais 190 euros na sua loja de confiança no próximo ano se ela oferecer entrega no mesmo dia. O montante que os consumidores estão dispostos a pagar aumenta em função da velocidade do serviço.
  3.   Facilidade de adaptação. Tradicionalmente, os pequenos e médios retalhistas têm tido problemas em entregar os seus produtos «à la carte». Isso porque eles projetaram uma frota ineficiente de correios locais ou confiaram em empresas de logística com taxas inatingíveis e que exigem sistemas de integração complicados. Tudo isto mudou. As novas tecnologias e abordagens logísticas permitem que as empresas adicionem facilmente a entrega on-demanda dos seus artigos no checkout da compra.

 

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