O mercado de Grande Consumo ou FMCG (Fast Moving Consuming Goods) mostrou que mesmo com a grande crise que vivemos, as necessidades são maiores do que as dificuldades. Os portugueses estão a gastar mais em produtos essenciais como alimentação e higiene.

Segundo um estudo da Kantar Worldpanel, numa análise face ao período homólogo ao ano passado, os gastos dos portugueses aumentaram 12% entre janeiro e agosto de 2020 fazendo com que o volume de mercado de FMCG aumentasse 8%.

O estado de emergência e o confinamento provocaram nos portugueses uma necessidade extrema de consumo de bens essenciais, que se tem mostrado constante neste período considerado como o «Novo Normal».

Webinar_Retail_grafico_1.jpg

Fonte: Kantar Worldpanel

Apesar dos portugueses estarem a consumir mais, a sua frequência de visita às lojas físicas diminuiu bastante, assim como o seu tempo de permanência em tais estabelecimentos.

A frequência de compra dos portugueses diminuiu 4% e as visitas às lojas físicas diminuíram 12%. A questão é: se os portugueses vão com menos frequência às lojas e as visitas físicas diminuíram, como é que o consumo aumentou? Pois bem, a quantidade de produtos adquiridos a cada compra aumentou.

Canais alternativos a ganhar destaque – O Online, Discounts e Supermercados Tradicionais

Webinar_Retail_grafico_3.jpg

Fonte: Kantar Worldpanel

Os canais alternativos como os Discounts, Supermercados Tradicionais e o Online, ganharam muitos clientes num ano atípico como é 2020.

A razão pela qual as pessoas se deslocam mais a este tipo de venda ao público deve-se ao facto de, em alguns deles, existirem preços mais acessíveis, como é o caso dos Discounts, ou por serem mais próximos do local de residência do cliente, como é o caso dos Supermercados Tradicionais, ou até por não ser necessário sair do conforto de sua casa através do Online.

Com a crise sanitária e a crise financeira que se vive, quanto menos deslocações e mais barato for, melhor para as famílias portuguesas.

Segundo o estudo, os Discounts ganharam 0,5 pontos de quota face ao mesmo período de 2019, enquanto que os Tradicionais e o Online cresceram 0,6, face ao mesmo período.

Onde é que os portugueses preferem comprar?

Webinar_Retail_grafico_2.jpg

Fonte: Kantar Worldpanel

Sabemos que os portugueses andam a gastar mais apesar de visitarem menos os Hiper e Super Mercados mas, onde é que eles decidem gastar o seu dinheiro?

De acordo com o estudo, o líder de mercado continua a ser o grupo Sonae, apesar de ter diminuido a sua quota de mercado em 0,9 pontos. De seguida encontra-se o grupo Jerónimo Martins, mais representativo do Pingo Doce e do Recheio, tendo perdido 1,4 pontos de quota. Em seguida encontra-se o Lidl e o Intermarché que aumentaram a sua quota de mercado em 0,6 e 1 pontos, respetivamente. Seguidos da Auchan com perda de quota de apenas 0,1 pontos e, por último na análise feita pela empresa Kantar, o Minipreço/Dia com perda de quota de mercado de 0,3 pontos.

eCommerce Alimentar, a nova realidade

O comércio eletrónico alimentar tem vindo a ganhar grandes proporções a nível mundial, seja pelo fator comodidade, seja pelo facto de a sociedade estar a caminhar cada vez mais para um percurso digital.

Portugal não é excessão deste avanço e 2020 é a prova disso, começando pelos lares portugueses: 1 em cada 3 lares em Portugal já comprou produtos de grande consumo online em 2020 e 45% deles voltaram a utilizar este canal de compra no mínimo mais uma vez. 

Deste modo, podemos constatar que foi quebrada uma barreira entre o consumidor e a compra online de produtos alimentares. Contudo, este tipo de compras requer a criação de um hábito dado que, no contexto atual em que nos encontramos, é uma solução viável e segura para todos, principalmente para os mais idosos.

No ano de 2020, apesar de todos os retrocessos económicos, houve um desenvolvimento a nível do online que só era expectável num horizonte temporal de 3 a 4 anos. 

Mantenha-se informado das notícias mais relevantes em nosso canal Telegram