Marketing é vender: O tema ‘marcas’ no centro do Ecommerce News Congress

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Durante o dia 24, foram várias as palestras no âmbito do comércio eletrónico, no congresso anual da Ecommerce News España, o Ecommerce News Congress. Como não podia faltar, um dos temas abordados por António de la Cuesta, CEO na THE SOUL BRAND e Andrés de España, CEO na 3DIDS na mesa redonda liderada por Emilio Márquez foi o papel das marcas e do marketing no pós pandemia do ecommerce.

Evolução da publicidade no último ano

A pandemia trouxe problemas à logística das marcas para conseguir corresponder à demanda exigida ao mesmo tempo que as restrições aumentavam. Por sua vez o marketing sofreu um desfalque. Devido à incerteza do que se passaria, num primeiro momento, houve uma quebra de 50% nos custos de publicidade. Num segundo momento, com a digitalização de muitas lojas físicas, o canal online volta a ver os seus valores aumentarem e com novos olhos a espreitarem esta plataforma como meio fértil para anunciar.

Com a pandemia o comportamento do consumidor começou a mudar e o consecutivamente o conhecimento que se tem do negócio. De um dia ao outro plataformas como o Google e Facebook começaram receber data completamente disruptiva com o que existia anteriormente.

O Facebook o que tem de distinto das novas plataformas emergentes, como o TikTok que têm muita projeção mas que não funciona tão bem, é que tem muitos dados do consumidor, o que permite que os pequenos anunciantes com pouco investimento possam ver pequenos resultados. Esta confiança faz com que se vá ao facebook como 1ª fonte de tráfego e isso fez com que tenha colapsado pela quantidade de demanda que há.

António de la Cuesta, CEO na THE SOUL BRAND

A corrida das marcas para chegar aos seus cliente: O que fazer com (e nos) os novos canais que estão a surgir?

Primeiro e mais importante para qualquer marca é saber qual é o seu público-alvo e isto diz-nos o CEO da THE SOUL BRAND. Ainda dentro do nosso público-alvo é preciso é preciso obter o maior número de informação sobre o mesmo, quem é, franja de idade, (…) e aqui entram os dados e análise dos mesmos. Só após definir o público-alvo a marca deve passar ao canal. Ter em conta quem está presente em cada canal e os movimentos que ocorrem, por exemplo, o público mais jovem começou a migrar para fora do Facebook.

Tudo o que concentre um intervalo de idades que esteja de acordo com a marca e seja usada corretamente é uma boa oportunidade. Não é ir para o TikTok com post clássico ou uma imagem, é preciso mimetizar o canal ou a fonte tráfego principalmente para transmitir bem ao teu público quem és e o teu objetivo e assim poder agarrá-lo.

Por outra parte o CEO na 3DIDS dá-nos outra perspetiva de como olhar estas novas plataformas, trazendo de novo para a mesa o foco na venda.

Temos que ter em consideração que os canais precisam de adquirir um certo grau de maturidade para a parte de marketing porque não nos podemos esquecer que marketing é vender. Os canais podem ter muita potencia  a nível de conteúdos e das pessoas que aí estão e de formatos mas se não estão acoplados ao teu modo de viver o dia a dia não servem para venda enquanto não mudarem. Por enquanto são excelentes plataformas de awarness.

Andrés de España, CEO na 3DIDS

Não esquecer a Amazon. Simplesmente um marketplace ou um ecossistema de ecommerce?

A relação com as marcas é inabordável pelos marketplaces pela quantidade e diversidade de marcas e produtos presentes no mercado. Mas isso não significa que sejam completamente esquecidos, até porque são o primeiro ponto de contacto com muitos dos novos e-shoppers (principalmente a faixa etária de mais de 60 anos).

A título exemplificativo (e por que é um dos maiores marketplaces no mercado ocidental) foi apresentado o caso da Amazon que tem um elevado peso no mercado e que nunca pode ser esquecido no momento de delinear a estratégia online de uma marca. Para Andrés, a Amazon já tem na sua cabeça desde há muito tempo o ecossistema global do comércio. A empresa já têm um canal de venda e compra direta e porque não criar a sua própria rede social onde atrair e agarrar (ainda mais) o cliente?

Em conclusão, António reforça a vitalidade para as marcas de definirem e conhecerem a fundo o seu público alvo. Os clientes não procuram o produto mas sim o efeito WOW. Cada produto pode ser comprado em diferentes marcas mas o que sentem ao obtê-lo pode diferir.

«Só há uma forma de gerar recordação na mente dos clientes, gerar branding ou posicionar uma marca e é que se lembrem de ti como marca; num conceito, num segmento, num sector ou num produto. As marcas têm que construir conteúdos com uma ligação emocional com os clientes através de insights. Insights são pensamentos do dia-a-dia que são comuns aos clientes em relação a determinado produto sector ou segmento.»

Andrés de España, CEO na 3DIDS

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