Mulheres na Liderança do comércio eletrónico em Portugal (parte 1)

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Quantas mulheres conhece em posições de liderança? Quantas no ecommerce? Na Ecommerce News Portugal questionámos algumas mulheres portugueses em lugares de poder no sector do comércio eletrónico sobre o seu papel enquanto no área, as dificuldades sentidas, e os conselhos a dar a jovens que tenham ou estejam a entrar agora no mercado de trabalho.

No mundo inteiro as mentalidades estão a mudar e tem sido provado constantemente que a capacidade de liderar está nas características que temos enquanto seres humanos e não no nosso género. Em Portugal um pouco mais da metade da população portuguesa, 51,5%, são do sexo feminino, e 58,3% dos diplomados no ensino superior são mulheres. Mas será diferente ser homem ou mulher na liderança de um ecommerce em Portugal?  

Durante toda a semana traremos testemunhos de Mulheres na Liderança do comércio eletrónico em Portugal. Começaremos com a responsável do ecommerce & digital da Sephora em Portugal, Marta Lousada

Mulheres na liderança do comércio eletrónico em Portugal

Marta Lousada, E-commerce & Digital Manager na SEPHORA Portugal

Como é ser uma mulher na sua indústria?

Apesar dos números em Portugal e globalmente nos continuarem a dizer que a representatividade das mulheres em cargos de liderança, transversalmente a várias indústrias, continua a ser muito baixo, pessoalmente não o sinto. Talvez por trabalhar setores historicamente mais ligados a mulheres, como saúde, bem-estar e beleza.

No entanto, o gap que ainda existe salta à vista quando participo em conferências e painéis em que a maioria são ainda homens, por serem estes a estarem em cargos de liderança.

Já se percorreu um longo caminho na defesa da igualdade das mulheres, como o direito ao voto e ao acesso à educação. Ainda estamos na luta destes direitos no que toca às oportunidades de emprego, à igualdade salarial em funções iguais, à representatividade em cargos de liderança e à proteção da violência, seja ela física ou psicológica.

Acha que seria diferente se fosse um homem?

Seria sem dúvida um homem feminista. Lutaria pela igualdade entre todos. Nascemos com géneros diferentes e essa circunstancia não nos deve limitar as oportunidades às quais temos acesso. Li recentemente um artigo da BBC que dizia que os homens que têm filhas são mais sensíveis para estes temas.

Alguns homens ainda acham que o feminismo é contrário ao machismo, e que ao defendermos os direitos das mulheres estamos a pôr em causa os dos homens. Não é verdade. Em nada queremos tirar direitos aos homens. Queremos sim, igualdade.

Um estudo também recente da HBR intitulado “Women Are Better Leaders During a Crisis”, mostra que as mulheres apresentam uma performance melhor do que a dos homens em aspetos como a iniciativa, a agilidade, a capacidade de inspirar e desenvolver outros, de criar relações, de adaptação e participação ativa na mudança, etc. Estas são características muito relevantes num líder nos dias de hoje. Se antes da pandemia a média de performance das mulheres nestes campos era superior à dos homens em 3.3 p.p., no durante a pandemia esta diferença subiu para 5.7 p.p.

Os exemplos de boa liderança no feminino são bastantes, como a primeira ministra da Finlândia ou da Nova Zelândia, países que lideraram as boas práticas quanto à pandemia covid-19.

Que avanços considera mais urgentes em termos de igualdade de género?

Apesar de algumas vezes me confrontar com pensamentos de como o sistema de quotas pode privilegiar uns em detrimento de outros, e ter alguma dificuldade em interiorizar a importância deste sistema para combater temas sistémicos, como a desigualdade entre géneros ou raças e etnias, é talvez e para já o mais eficaz. Por isso, considero importante que continue a ser implementado.

Depois, temas como a maternidade, ou a parentalidade, devem ser olhados com cuidado. A mulher continua a ser a cuidadora dos filhos e a maternidade continua a roubar-lhe algumas oportunidades. A pandemia trouxe também alguns desafios às mulheres neste sentido. As mulheres representam cerca de 70% dos profissionais de saúde. Também são as mais representadas ainda nos setores do retalho ou de atividades domésticas, que estão a sofrer uma grande restruturação devido à pandemia. É preciso pensar numa urgente realocação destas pessoas a outras funções.

A pandemia trouxe-nos para a realidade do trabalho remoto. No entanto, já há vários estudos sobre o impacto familiar e até de solidão que este 100% remoto nos trouxe. É fundamental pensar num pós desconfinamento e ter um plano claro de trabalho flexível e equilibrado, de forma a que as mulheres tenham acesso a oportunidades iguais aos homens. Somos todos precisos e complementamo-nos. É urgente que todos pensemos no desenvolvimento sustentável da nossa força de trabalho. 

Acredito que estamos num bom caminho para chegar cada vez mais perto da igualdade de género.

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