Em 2016, os consumidores chineses gastaram um total de 782 mil milhões de euros em compras online, mais do que os consumidores dos Estados Unidos e do Reino Unido em conjunto.  Nos primeiros seis meses de 2017, as vendas online cresceram 33,4% no país, totalizando 426 mil milhões de euros.

O interessante é ver como o mercado digital, as plataformas tecnológicas e o comportamento dos consumidores na China mudaram em comparação com o mundo ocidental. Explorar essas diferenças pode fornecer um vislumbre do futuro do retail e fornecer informações valiosas para empresas de todo o mundo.

Ao contrário dos compradores europeus, os compradores chineses preferem fazer compras online como se estivessem a visitar um centro comercial com a família e os amigos. Portanto, as marcas na China geralmente optam por montar as suas lojas em plataformas bem estabelecidas, como Alibaba.com ou JD.com, em vez de administrarem os seus próprios sites. Os consumidores chineses registam-se na sua plataforma de compras favorita e têm um vislumbre das últimas tendências, bem como recomendações em tempo real.

A personalização é a outra parte do processo de pesquisa para utilizadores chineses. Enquanto os comerciantes ocidentais fazem recomendações baseadas no histórico de pesquisa, as empresas chinesas usam a interação social, geolocalização, análise de dados e inteligência artificial.

Um clique nas compras também é um fator chave para o boom dos negócios online na China. Por exemplo, as aplicações como Taobao e WeChat, adicionaram recursos que permitem que os consumidores comuniquem, se divirtam e comprem tudo numa única aplicação, possibilitando um caminho contínuo desde a descoberta até a compra.

Live streaming também está a impulsionar as compras online. Os retalhistas on-line fazem parcerias com celebridades e influencers retransmitindo vídeos em direto em aplicações como o WeChat ou plataformas como o Alibaba e o JD.com para envolver o utilizador. Um exemplo disso são os agricultores rurais que usam os vídeos em direto para vender as suas peras durante o Ano Novo Chinês.

O uso de big data e a velocidade de fabrico são dois outros fatores-chave neste crescimento. A grande quantidade de informação que é gerada e partilhada entre os retailers facilita a previsão das novas tendências.

Além disso, a rapidez e a velocidade da cadeia produtiva também impulsionam o comércio digital. Por exemplo, todo o processo de criação e lançamento de um novo produto na China ocorre em questão de semanas em comparação com meses no mundo ocidental. A China também beneficia da proximidade geográfica dos locais de fabricação, reduzindo significativamente o tempo de envio que desafia o mundo ocidental.

 

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